Minha filha é celíaca, e agora??? Dicas de um pai!

A descoberta da doença celíaca é uma revolução na vida de qualquer pessoa.

Dias atrás vi um post num grupo de uma mãe de uma criança celíaca. Ela contou que a criança tinha 3 ou 4 anos e não tinha desfraldado ainda.

Aí ela explicou que em casa a dieta é certinha, mas que na rua a criança comia glúten. Eu pensei: como assim?

Nunca escrevi muitos detalhes sobre minha filha aqui no blog, pois não é esse o intuito do espaço, mas para ilustrar esse post, vou falar um pouco mais.


 

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Como tudo começou… 

Minha filha tem 5 anos, e descobrimos a doença celíaca dela quando tinha menos de 2 anos.

Num primeiro momento a gente fica em choque, pois parece que vai ser impossível, porque nesse momento você só consegue pensar:  TUDO contém glúten.

Conforme o tempo vai passando e as coisas se estabilizam, você percebe que é possível, mas que os produtos custam mais caro.

No meu caso, sempre fui apaixonado por gastronomia, apesar de ser engenheiro. Isso tornou as coisas um pouco mais simples, mas não menos difíceis.

Eu passei a me dedicar a estudar como fazer meus próprios produtos sem glúten, mas era difícil pois apesar de saber fazer, eu não entendi as técnicas gastronômicas.

Surgiu nesse momento a gastronomia de forma mais presente na minha vida. Me matriculei num curso semi intensivo de gastronomia convencional.

Paralelo a isso, fiz vários cursos de preparos sem glúten. Tudo pra entender como eram as técnicas tradicionais e entender o que os chefs faziam pra transformar os preparos para glúten free.

Lidando com a contaminação cruzada… 

Junto a tudo isso, surgiu o próximo problema, a contaminação cruzada. Principalmente fora de casa, já que em casa abolimos o glúten, todos aderiram a dieta enquanto estão dentro de casa.

Então minha esposa procurou a Acelbra da nossa cidade. Lá encontrou diversas pessoas na mesma situação. Acompanhou as palestras para entender mais sobre o assunto.

As pessoas ligadas a Acelbra de Joinville foram sensacionais, deram todo o suporte que precisávamos, inclusive fazendo uma mini palestra para as cozinheiras da escola.

A escola é outro problema, pois além das comidas servidas lá (nossa filha frequenta em período integral), ainda tem a possibilidade dos amiguinhos oferecerem.

Mas felizmente sempre tivemos profissionais atenciosos e preocupados com o bem estar da criança, e sempre pudemos contar com eles.

Viajar é possível… 

Como gosto de viajar para vários lugares do mundo, surgia mais um problema, o que essa criança vai comer???

A primeira viagem depois de descobrirmos a doença celíaca foi pra Espanha, e admito, por medo e inexperiência, ela passou 12 dias a base de mamadeira, macarrão e bolacha.

Mas insistimos, depois disso já viajamos inclusive levando fogão elétrico portátil e panela na mala, tudo para que ela pudesse comer carnes, ovos, proteínas em geral.

Hoje já podemos viajar para qualquer lugar do mundo, que vamos conseguir nos virar, descobrimos o AirBnb, sempre ficamos em apartamentos com infra estrutura para preparar os alimentos, e nos viramos com compras, na própria cidade, de itens básicos para a alimentação dela.

Mas, e a criança, como reage??? 

Voltando a dieta, como qualquer criança celíaca, num primeiro momento a dieta se encheu de massas e carboidratos.

Crianças adoram batata, bolacha, macarrão. Ai então tivemos que ir moldando o paladar aos poucos.

Apesar de ainda não ser uma dieta perfeita, hoje ela come muita salada, frutas, carnes, ovos, e é aberta a experimentar os alimentos que oferecemos.

Mas aí você pode estar se perguntando: Como essa criança reage a doença celíaca?

Não é fácil, mas com jeitinho, e de uma forma lúdica, fomos (méritos da minha esposa) ensinando para ela que princesas não comem glúten, que ela tinha que ser como as princesas, senão a barriga iria doer, enfim, diversas teorias para que ela absorvesse a informação.

Podemos nos considerar bem sucedidos, pois se qualquer pessoa (e isso vale para nós, para os avós, qualquer pessoa mesmo) oferecer algo pra ela, vai ouvir: “Você já leu ai se tem glúten?”.

Os parentes são um caso a parte. Já escrevi sobre essa história de “Só um pedacinho não vai fazer mal…” em outro post do blog, que você pode conferir aqui.

Hoje ela sabe identificar o símbolo referente a alimentos sem glúten nas prateleiras e não tem problema nenhum para aceitar que não pode comer o que todos comem.

Ahh, obvio que não posso me esquecer do acompanhamento médico, que fazemos religiosamente, com consultas, exames, etc.


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 Conclusões e recomendações de um pai… 

Enfim, contei toda essa história porque queria ilustrar o que penso sobre a doença celíaca em crianças pequenas.

NADA vai dar certo, se os pais não entenderem a importância da dieta para o resto da vida.

Tudo deve ser revisto, não adianta ter uma alimentação especial para a criança e trazer glúten para dentro de casa.

Não adianta ter uma alimentação especial e regrada em casa, se a criança tem liberdade para comer fora de casa.

E isso não é papel dos avós, dos parentes, dos professores, eles não têm culpa. Nós como pais temos que explicar sobre a doença celíaca, exigir que se tenha respeito e fazê-los entender da importância.

Os pais têm a responsabilidade de procurar a escola e discutir sobre o assunto.

Os pais têm a responsabilidade de educar seus filhos e ensinarem o que é certo e o que é errado (não apenas na dieta celíaca).

Portanto, nada vai dar certo, se nós, os pais, não mudarmos nosso pensamento e aceitarmos a doença e lidarmos com ela de cabeça erguida e peito aberto.

Com certeza a qualidade de vida do celíaco da casa vai se tornar muito melhor.

E a satisfação de estar contribuindo pra isso não tem preço, vai por mim!!!



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5 coisas que todos que convivem com celíaco deviam saber!!!

A descoberta da doença celíaca é uma revolução na vida de qualquer pessoa.

A dieta muda radicalmente, tudo o que antes fazia parte de uma alimentação “normal” agora parece proibido.

Mas apesar disso, o que mais dificulta a adaptação o celíaco a nova realidade, acreditem, é o desconhecimento das pessoas mais próximas, principalmente da família, quanto a doença e as necessidades do celíaco.

Por isso listamos 5 coisas que todo mundo que convive com um celíaco deve saber

1. É doença, não é frescura ou dieta da moda!

A doença celíaca é uma reação imunológica do organismo ao glúten.

O consumo do glúten por um celíaco causa grave inflamação no intestino e dificuldade de absorção dos nutrientes dos alimentos.

Portanto, o celíaco não está fazendo a dieta da moda.

E também não está de frescura quando diz que não pode comer pão, massa, bolos ou qualquer outro alimento que contenha trigo, centeio, cevada, etc.

2. Vai fazer mal sim!

É só um pedacinho, não vai fazer mal! Vai fazer mal sim.

Qualquer alimento com glúten faz mal sim ao celíaco.

Em alguns isso se manifesta de maneira rápida, com dores abdominais, dores nas articulações.

Em outros a reação pode ser silenciosa, mas não menos perigosa.

Quem tem o diagnóstico de doença celíaca não pode definitivamente consumir produtos com glúten.


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 3. Contaminação cruzada no ambiente doméstico!

Vamos assar um pão de queijo no forno de casa.

Se o forno for novo, e nunca tiver sido usado para fazer qualquer produto com glúten, tudo bem.

Caso contrário, vai acontecer a contaminação cruzada, que é quando as partículas de glúten contaminam alimentos sem glúten.

Fornos convencionais, fornos de micro-ondas, liquidificadores, sanduicheiras, batedeiras e demais utensílios que já foram usados com glúten estão tecnicamente contaminados.

Pode ser feita uma descontaminação, que é uma limpeza profunda de todos os utensílios, mas que não é garantia total de contaminação (lembra que qualquer pedacinho faz mal??).

Ou então deve ser feita a substituição de todos esses utensílios ou uso de utensílios separados.

Entende-se por separados, os utensílios/equipamentos de uso exclusivo e que tenham armazenamento e higienização também exclusivos.

4. Contaminação cruzada em restaurantes!

Vamos comer naquele restaurante que sempre comemos.

Ai está um ponto bem polêmico. Hoje temos vários restaurantes exclusivos, que trabalham com alimentação sem glúten.

Estes ai são altamente recomendados para os celíacos.

Os demais restaurantes, são uma roleta russa.

Vou dar exemplos: Você vai num restaurante e pede bife, com arroz e batatas fritas.

Até ai tudo bem, 3 alimentos naturalmente sem glúten (carne, arroz e batata), mas o que você não sabe é que os 3 podem estar contaminados.

Primeiro pelo simples fato de que o trigo se propaga no ar e pode ter contaminação cruzada no ambiente ou utensílios.

Mas também pelo fato de que as preparações em restaurantes podem contaminar o alimento.

O bife pode ter sido grelhado após ter sido passado levemente na farinha de trigo para ganhar uma “corzinha” mais atraente.

O arroz pode ter sido temperado com temperos prontos industrializados que podem conter glúten.

E as batatas podem ter sido fritas no mesmo óleo que já fritou empanados ou pasteis.

Então, antes de comer tranquilamente num restaurante, preocupe-se em saber como foram preparados.

Eu recomendo, se possível, não se alimentar em restaurantes a não ser que tenha certeza da manipulação dos alimentos



5. Tem cura?

Quem nunca ouviu: É só uma fase, depois passa! Não. Definitivamente não.

A doença celíaca, infelizmente, ainda é uma doença sem cura.

O único tratamento possível para o celíaco é se manter 100% numa dieta livre de glúten.

Portanto, para o celíaco, a reintrodução de alimentos com glúten não é uma opção, a não ser que uma cura, vacina ou algo do tipo seja criado no futuro.



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Conclusões e recomendações

O que se conclui disso é que a doença celíaca deve ser levada a sério.

Parentes e amigos de celíacos devem estar cientes da doença e dos cuidados.

Os celíacos devem sim estarem integrados a sociedade, ter a possibilidade de se alimentar em grupo, mas alguns pequenos cuidados devem ser respeitados.

Não é frescura, não é uma condição passageira, mas tudo pode ser adaptado.

E para as famílias que descobrem a doença celíaca em algum membro da casa, o melhor conselho que eu posso dar é: Mudem seus hábitos em casa!!!

Façam o esforço de tentar não mais levar o glúten pra dentro de casa. Ter uma alimentação livre de glúten.

Ao menos no ambiente doméstico.

Não precisa deixar de se alimentar com glúten em outros ambientes, desde que tome os cuidados de não levar a contaminação pra casa.

Com certeza a qualidade de vida do celíaco da casa vai se tornar muito melhor.

E a satisfação de estar contribuindo pra isso não tem preço, vai por mim!!!



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“Não contém glúten” – Explicações e recomendações!!!

“Não contém glúten“. Quantas vezes não lemos essa frase em embalagens de alimentos como pães, biscoitos, bolos, bolachas e massas? Achei essa reportagem no site Minha Vida, e estou transcrevendo aqui a título informativo.

Apesar da grande frequência com que esse aviso aparece, ele ainda é encontrado em uma infinidade de outros produtos industrializados que também consumimos.

Saber quais os cuidados ao ingerir esses alimentos é importante tanto para pessoas que possuem intolerância à substância – a chamada doença celíaca – quanto para quem não possui, já que o glúten traz algumas mudanças em nosso organismo.

A seguir, você confere o que especialistas recomendam sobre esse consumo:



O que é o glúten?

“O glúten nada mais é do que uma proteína de tamanho grande, formada por duas proteínas menores chamadas gliadina e glutenina.

Ele é encontrado junto ao amido, em cereais como trigo, centeio, cevada, triticale e malte”, conta a nutricionista Maíra Barreto Malta, da UNESP.

“Todos os alimentos derivados desses grãos, como farinha de trigo, cerveja e uísque, também possuem glúten em sua composição”, completa.



Glúten

Essa substância possui diferentes finalidades na produção dos alimentos.

No processo de fermentação do pão, por exemplo, o glúten contido na farinha de trigo é responsável pela permanência dos gases no interior da massa, fazendo com que o pão aumente de volume e não diminua após esfriar.

“Assim como carne e alguns vegetais,  pode ser usado como fonte de proteínas para o corpo”, diz Vera Lúcia Sdepanian, chefe do Departamento de Gastroenterologia da Unifesp.

Normalmente, em restaurantes vegetarianos, o caldo de glúten cozido é usado para dar mais gosto ao prato.



Ele faz mal?

A nutricionista Maíra afirma que o glúten não faz mal para pessoas sem a doença celíaca, pois pessoas “não doentes” não sofrem as reações químicas que danificam o intestino.

“Há alguns relatos de pessoas que se sentem com distensão abdominal ao consumir grande quantidade de alimentos ricos em glúten, mas esse sintoma não tem nada a ver especificamente com essa proteína”, explica.

O problema em consumir esses alimentos não está nessa proteína em si, mas sim nas outras características desses alimentos.

“As opções ricas em glúten são bastante energéticas.”

Como a energia é armazenada no corpo em forma de gordura, o consumo exagerado desses alimentos pode levar ao aumento de peso, obesidade e posteriormente ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares crônicas”, explica a nutricionista.

Recomendo ler esse artigo aqui, da Isabel Cristina, falando sobre obesidade.

Pessoas não celíacas também podem ter reações ao ingerir esses alimentos, mas relacionadas a outros distúrbios.

“Muitos na verdade são alérgicos ao trigo, mas associam os sintomas dessa doença, como a urticária, à ingestão de glúten, o que é totalmente incorreto”, conta a nutricionista Vera.

Dieta sem glúten

Uma pessoa diagnosticada com doença celiaca não pode comer nenhum tipo de alimento que contenha glúten.

O corpo acaba liberando substâncias como a citosina, que danifica e atrofia a parede do intestino delgado.

Se não houver um acompanhamento ou um controle da alimentação, essa doença pode levar à morte”, diz Vera Lúcia.

O sintoma mais clássico dessa doença é a diarréia crônica, causada pela inflamação no intestino delgado, que passa a apresentar falhas na absorção dos nutrientes.

“Além disso, os celíacos podem apresentar déficit no crescimento, atraso menstrual, esterilidade, aftas recorrentes e dificuldades para tratar anemia, já que o intestino não consegue absorver o ferro”, diz Vera Lúcia.

Não há cura para essa doença, mas procurar um médico que indique uma dieta sem glúten é o melhor tratamento.

“É importante ressaltar que, após o aparecimento desses sintomas, a pessoa não deve parar de comer alimentos que contenham glúten por conta própria.

Essa ação pode prejudicar ainda mais o organismo.

Só um profissional, depois de fazer uma biópsia do intestino, pode fazer o diagnóstico da doença e indicar uma dieta adequada”, recomenda a nutricionista.

É bem provável que o médico indique alimentos que pode ser usados como substitutos do glúten.

“Opções feitas com farinha de arroz, fécula de batata, quinua, milho e mandioca são ótimas alternativas.

Esses alimentos, assim como o trigo, a centeia e a aveia, são ricos em fibras e proteínas”, diz Maíra.


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9 mitos celíacos que precisam ser aposentados!!!

Verdade ou Mito?? Excelente texto extraído do blog DIETA SEM GLÚTEN,   Traduzido por REGINA MANCINI, da publicação Simply Gluten Free – escrito por Cheryl Harris.

Há muitos equívocos sobre a doença celíaca e muito ainda para aprender.  É fundamental que as pessoas saibam o básico para obter um diagnóstico preciso, evitar a contaminação, e viver bem.

Então, vamos desmascarar alguns mitos comuns quando se trata de doença celíaca e separar os fatos da ficção.

1. Você está acima do peso, então você não pode ter a doença celíaca.

Mito.

Eu também aprendi isso na escola, mas isso não significa que seja correto.

As pessoas com doença celíaca podem pesar menos do que a população em geral, mas a esmagadora maioria têm de peso normal, sobrepeso ou estão obesas no momento do diagnóstico.

2. Sua mãe / irmão / primo / etc  tem doença celíaca, mas você não precisa se preocupar . Você não tem problemas de barriga.

Mito. Ah, se fosse assim tão simples.

Mesmo que algumas pessoas experimentem sintomas clássicos como diarreia e perda de peso, a maioria dos celíacos não têm sintomas, ou apresentam sintomas “atípicos” como a anemia por deficiência de ferro, dores de cabeça, infertilidade e muitos outros.

Se você tem um parente de primeiro grau com a doença celíaca, você tem uma chance de 1 em 22. Faça o teste o mais rápido possível.



3. Você está velho demais para ter a doença celíaca.

Mito. A doença celíaca não discrimina pela idade.

Quase um terço dos pacientes recém-diagnosticados têm mais de 60 anos de idade. Já vi pacientes de 80 anos recém-diagnosticados.

4 . Pessoas de determinados grupos Étnicos ( Afro-americanos , hispânicos, etc ) não têm doença celíaca.

Mito. A doença celíaca é mais comum entre os caucasianos e é rara em outros grupos, mas a África é um continente vasto e um enorme grupo de pessoas se identificam como latino-americanos.

A maioria de nós também carregam genes de uma variedade de lugares, de modo que essa lógica é imprecisa.

Cinco por cento das pessoas na região do Saara na África têm doença celíaca em comparação com menos de um por cento nos Estados Unidos, portanto claramente não é tão simples como um diagnóstico por grupo racial.

5 . ” Escutem, celíacos ! Cereais são todos iguais. Todos eles têm glúten e todos eles são veneno. “

Mito. Sabemos que quando as pessoas com doença celíaca param de comer glúten (trigo , cevada, centeio ) seus níveis de anticorpos autoimunes quase sempre retornam a um nível normal, mesmo que continuem comendo cereais sem glúten, como milho, arroz e quinoa.

Muitas vezes, muitos ou todos os sintomas desaparecem . Definitivamente, nem todos os cereais têm o mesmo impacto sobre o corpo.

Estudos têm mostrado que muitas vezes apesar de relatarem seguir uma dieta sem glúten, muitas pessoas ainda têm dano intestinal quando são submetidos a uma nova biópsia.

Médicos convencionais acreditam que isso aconteça por causa da ingestão acidental de glúten (provavelmente devido à contaminação cruzada), mas alguns consideram que isso é resultado de uma inflamação por outros cereais.

Algumas pessoas, inclusive eu, se sentem mal quando comem cereais.

Outras pessoas têm problemas com produtos lácteos, ou soja, feijões, gorduras e muito mais.

Se você se sente mal quando come outros cereais, considere removê-los também. Há muitas outras boas fontes de nutrientes.

Mas dizer que todos os cereais são a mesma coisa, incentiva uma ladeira escorregadia de desculpas onde comer arroz é equivalente a comer trigo, e nós sabemos que não é verdade.

Evitar o glúten não é negociável . O resto é bastante individual.



6. Basta tirar  o glúten da dieta. Se você se sentir melhor, vamos fazer os testes. 

Mito. A parte mais surpreendente da doença celíaca é que uma vez que você pare de comer glúten, o intestino começar a sarar .

Ausência de glúten significa ausência de danos. O processo de cicatrização pode levar de alguns meses até mais de um ano.

Mas quanto mais você esperar, menos precisos os testes serão.

Faça o teste antes de iniciar a dieta.

 7. “Seus intestinos pareciam bem por isso você não precisa de uma biópsia” ou , “Nós vamos tomar uma (ou duas) amostras para biópsia, para obter o diagnóstico . “

Mito. É fácil entender onde este conceito erra. Primeiro, é muito fácil para um médico deixar de perceber dano sem olhar sob um microscópio.

A área da superfície de nosso intestino é aproximadamente do tamanho de um campo de ténis.

Danos relacionados com a doença celíaca são irregulares, aparecem em algumas áreas e em outras não. Se eles só olharem para um ou dois pontos , eles podem não encontrar o dano.

Embora a doença celíaca possa ser diagnosticada com apenas uma biópsia, a recomendação é de tomar 4-6 fragmentos para biópsia. Apenas 35 % dos médicos estão seguindo estas recomendações.

Quanto mais fragmentos tomados, maior a chance de um diagnóstico correto de doença celíaca.

Então, se você ou alguém que você ama vai fazer uma endoscopia com biópsia, maximize as chances de um diagnóstico preciso ao escolher um médico com experiência e que siga as diretrizes atuais.

8. Eu entrei em uma dieta especial / tomei suplementos especiais / tive um tratamento especial e meu intestino está agora curado, portanto eu posso voltar a comer glúten em segurança.

Mito. Por tudo o que sabemos , a doença celíaca é uma condição para toda a vida. Não importa quantas varinhas mágicas você use ou suplementos especiais que você tome, você deve permanecer sem glúten para a vida toda.

Se você e sensível ao glúten , mas não têm doença celíaca, sinceramente, não sabemos ainda sobre os efeitos a longo prazo da reintrodução do glúten depois de seguir uma dieta livre de glúten.



9. Você precisa se alimentar sem glúten, mas tudo bem ter um dia de folga de vez em quando.

Mito. Eu aposto que você sabe que isso não é verdade, mas existem alguns médicos que ainda dizem isso! Uma migalha é tudo o que é preciso para ter danos continuados.

Até mesmo alguns miligramas  por dia é suficiente para deixar alguém doente. Um dia de escapada não é, definitivamente, uma opção segura.

References:
1. Kabbani TA, Goldberg A, Kelly CP. Body mass index and the risk of obesity in coeliac disease treated with the gluten-free diet. Aliment Pharmacol Ther 2012; 35: 723–729.
2. http://www.uchospitals.edu/pdf/uch_007937.pdf
3. Rashtak S, Murray JA. Celiac disease in the elderly. Gastroenterol Clin North Am. Sep 2009;38(3):433-46.
4. Rubio-Tapia A, Ludvigsson JF, Brantner TL. The prevalence of celiac disease in the United States. Am J Gastroenterol. 2012 Oct;107(10):1538-44.
5. Lebwohl B, Kapel RC, Neugut AI, et al. Adherence to biopsy guidelines increases celiac disease diagnosis. Gastrointest Endosc. 2011 Jul;74(1):103-9.
6. Biagi F, Campanella J, Martucci S. A milligram of gluten a day keeps the mucosal recovery away: a case report. Nutr Rev. 2004 Sep;62(9):360-3.

Writen by, Cheryl Harris. Find her at HarrisWholeHealth.com & gfGoodness.com



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Doença celíaca – números, curiosidades, dicas!!!


A doença celíaca é uma doença ainda a ser estudada, a comunidade médica ainda não é 100% preparada para diagnosticar e atender os pacientes, mas essa relação tem melhorado muito nos últimos anos.

Muitos novos casos têm sido diagnosticados todos os anos!

O avanço dos métodos de diagnóstico contribui muito com isso.

Hoje, cerca de 0,5% da população brasileira é celíaca, enquanto que no resto do mundo essa proporção chega a até 2%.

Em grande parte, as pessoas passam a vida toda convivendo com os sintomas, indo ao médico ou não, mas sem saber ou descobrir a existência da doença.

Nos Estados Unidos estima-se que apenas 17% dos celíacos descobriram a doença, sendo que 83% não descobriram e nem vão descobrir.

De acordo com a Associação Europeia das Sociedades Celíacas (Association of European Coeliac Societies) existem aproximadamente 7 milhões de pessoas na Europa que sofrem desta doença.

A doença celíaca afeta quem possui os genes HLA-DQ2 e HLA-DQ8, mas não se desenvolve em todas as pessoas que possuem o gene.

Em geral, o distúrbio se manifesta na infância, mas alguns fatores externos, aumentam a chance de aparecer na idade adulta.

Sintomas da doença celíaca

Podem variar de acordo com a idade em que a doença se manifesta.

Na infância é mais comum ter diarreia, irritabilidade, falta de apetite, inchaço abdominal, vômitos, prisão de ventre e baixa estatura.

Em adultos, crises de diarreia com dor e desconforto abdominal.

Anemia por deficiência de ferro, dermatite e osteoporose também são identificados em alguns casos.

Classificação da doença

  • Clássica – é comum entre os 6 e 24 meses de idade e se caracteriza pelo predomínio de sintomas gastrointestinais, especialmente a má absorção de nutrientes. Causa diarreia crônica, estufamento abdominal, perda de peso e atraso no crescimento.
  • Atípica – Tem presença de poucos problemas gastrointestinais. Os sintomas mais comuns são deficiência de ferro, baixa estatura, osteoporose, artrite, infertilidade, danos no sistema nervoso periférico e alterações do fígado.
  • Silenciosa – O paciente não apresenta sintomas ou só demonstra sinais muito leves, mas tem os marcadores genético e as análises de tecidos compatíveis com a doença. É bem mais difícil de ser descoberta, muitas vezes somente após muito procurar médicos e dezenas de outras possibilidades serem esgotadas.
  • Latente – Refere-se a pessoas que tem os genes HLA-DQ2 ou HLA-DQ8, que tem a doença celíaca, mas ainda não desenvolveram alterações na mucosa intestinal, apenas inflamação moderada.

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Curiosidades e dicas

  • Leia com atenção todos os rótulos ou embalagens de produtos industrializados e, em caso de dúvida, consulte o fabricante;
  • Não use óleos onde foram fritos produtos empanados com farinha de trigo ou farinha de rosca com glúten;
  • Não engrosse pudins, cremes ou molhos com farinha de trigo;
  • Tenha cuidado com temperos e amaciantes de carne industrializados, pois muitos deles contem glúten;
  • Tenha preferência por uma alimentação mais natural, com menos ingredientes industrializados e menos açúcares;
  • Na escola, nunca separe a criança celíaca dos demais colegas na hora das refeições;
  • O celíaco pode e deve fazer os mesmos exercícios físicos que os seus colegas;
  • O celíaco não deve ser tratado com uma pessoa diferente.
  • Apesar de necessitar de alguns cuidados na alimentação, é possível conviver em sociedade com a doença.

 

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Fontes para o artigo:

www.glutencominformação.com.br

www.sns.gov.pt

www.brasilzerogluten.com.br

 

 

 

Glúten – Polêmica sobre o consumo – Opinião de especialistas!

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Glúten – especialistas esclarecem se proteína faz mal à saúde ou deve ser cortada do cardápio


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  • Glúten está presente na maioria dos alimentos

De acordo com o gastroenterologista e especialista em emagrecimento, Dr. Sérgio Barrichello, o glúten é um conjunto de proteínas, chamadas gluteninas e poliaminas, que se encontram em cereais como o trigo, o centeio, a cevada e a aveia. Por isso, acaba por estar presente na maioria dos alimentos ingeridos no dia a dia. Muito do que se fala sobre esse nutriente, hoje em dia, diz respeito a uma propriedade de ‘liga’ que ele possui. Essa característica é responsável por dar uma consistência elástica e fibrosa à massa dos alimentos produzidos com ele, como o pão e o macarrão.

‘O trigo, um dos cereais que contêm glúten, marca presença em praticamente todas as refeições, especialmente no café da manhã, almoço e lanche da tarde. Afinal, tortas, bolos, biscoitos e até barras de cereais possuem o trigo como base, logo, o glúten também’, informa a nutricionista Carolina Nizer.

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  • Glúten é contraindicado a quem possui doença celíaca

Segundo Carolina Nizer, as primeiras pessoas a se privarem de comidas que contenham glúten são as portadoras da doença celíaca, cujo organismo não tolera a substância. ‘Essa doença é uma patologia autoimune que afeta o intestino delgado de adultos ou crianças geneticamente predispostos. Isso significa que o consumo de glúten, pelos celíacos, atrofia as vilosidades da mucosa do intestino delgado, causando prejuízo na absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água’, afirma a nutricionista.

Além disso, a nutricionista ainda cita a alergia ao trigo que, junto à doença celíaca, pode ser comprovada através de testes. De acordo com Carolina, este problema é definido como uma reação imunológica adversa às proteínas do trigo. A ingestão desse alimento, em pessoas predispostas, causa algumas complicações respiratórias, como rinite (mais comum em adultos); alergias alimentares, com sintomas gastrintestinais, urticária e dermatite atópica (comum em crianças); além de urticária de contato. Os exames de alergia ao trigo incluem testes cutâneos, entre outros.

Já o Dr. Sérgio Barrichello, gastroenterologista e especialista em emagrecimento, alerta que a doença celíaca atinge cerca de 1% da população mundial e é consequência de um sistema imunológico desregulado. ‘Quando o glúten é ingerido e chega ao intestino delgado da pessoa celíaca, entra em contato com a mucosa desse órgão. Então, o sistema imunológico responde, ativando a ação de anticorpos, o que deixa esta mucosa mais permeável e modifica o sistema de absorção dos nutrientes. Os sintomas clássicos incluem diarreia ou mesmo constipação, produção maior de gases, dor abdominal e sensações de estufamento e mal-estar, além de alguns problemas dermatológicos. Para que a doença celíaca seja diagnosticada, o paciente deve ser submetido à análise de anticorpos, à endoscopia e à biópsia do intestino, na qual é avaliada uma diferença no padrão daquele tecido intestinal’, detalha o especialista.


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  • Melissa Setubal: consumir na forma de trigo refinado é o maior perigo para a saúde

Enquanto há diagnóstico comprovado para os que sofrem da doença celíaca, a maior dúvida atualmente reside nos sintomas negativos causados pela ingestão por pessoas não-celíacas.

‘Certas pessoas costumam apresentar desconforto abdominal, distensão do abdômen, cólicas e diarreia. Alguns estudos mostram que isso pode ser a síndrome do intestino irritável, provocada supostamente pela ingestão de produtos à base de glúten. Além disso, existe outra complicação de saúde chamada de sensibilidade, em que o paciente expõe queixas bastante claras de desconforto abdominal e é submetido a exames específicos para celíacos, cujos resultados se mostram negativos. Em ambos os casos, ainda não há comprovação científica de que as complicações existem, mas a melhora dos sintomas após a retirada do glúten leva crer no contrário’, argumenta o gastroenterologista Sérgio Barrichello.

Entretanto, Dr. Sérgio alerta que o glúten não deve ser considerado o vilão da história. Há muitos detalhes a serem considerados nesses tipos de distúrbio imunológico, conhecidos por sua complexidade. ‘Para ter uma noção da dificuldade do diagnóstico e do manejo do paciente que tem sensibilidade ao glúten, mas que não é celíaco, um dado do British Medical Journal mostra que há mais de 18.000 citações sobre esta sensibilidade no PubMed, uma plataforma de pesquisa de artigos médicos. Nele, em contrapartida, apenas 170 fazem referência à intolerância à proteína. Esta é uma informação bastante importante, pois evidencia que uma pesquisa mais aprofundada sobre a sensibilidade ao nutriente está ainda em formação’, avalia o gastroenterologista.

Para a nutricionista Carolina Nizer, no entanto, o consumo pode ser prejudicial em curto e longo prazos, a depender das condições da pessoa. ‘Na intolerância ao glúten existe a dificuldade permanente do organismo em digerir esta proteína. E mesmo em quem não tem sensibilidade à substância, a ingestão excessiva de alimentos com glúten, associada a uma alimentação desequilibrada e pobre em nutrientes, pode provocar uma alteração da permeabilidade intestinal e acarretar uma série de sinais e sintomas como os da doença celíaca, ao longo do tempo’, acredita a especialista.

Também é considerado nocivo pela especialista em Saúde Integrativa Melissa Setubal, principalmente por causa da maneira como é consumido: através do trigo refinado. ‘Na maioria das vezes, nós consumimos na forma de trigo refinado, o que é o maior perigo. Após comermos este trigo, ocorre a fermentação do glúten presente nele, dando origem a uma goma que se fixa na parede dos intestinos e destrói a flora intestinal. Isso deixa a pessoa vulnerável a doenças, pois aumenta a permeabilidade da parede deste órgão e provoca reações no sistema imunológico’, explica Melissa.

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  • Cortar glúten da dieta facilita emagrecimento?

Os alimentos com glúten, segundo Melissa Setubal, não somente provocam ganho de peso, como também causam alterações no humor. ‘Geralmente consumimos através do trigo, junto a outras substâncias como adoçantes artificiais, corantes e conservantes, característicos de alimentos industrializados, que, por sua vez, interferem diretamente no metabolismo, contribuindo com o aumento do peso. O mesmo é valido para o humor – quando a flora intestinal e a capacidade de absorção do intestino são prejudicadas, temos o nosso humor afetado. Os picos de glicose e insulina no sangue, gerados pela ingestão do trigo refinado, também impactam na forma como nos sentimos. É possível reverter o quadro apenas evitando estes alimentos’, sugere a especialista.

Em contrapartida, o gastroenterologista Sérgio Barrichello explica que quem não apresenta absolutamente nenhum sintoma após ingerir alimentos com glúten não tem necessidade de restringi-lo das refeições, caso o objetivo seja o emagrecimento. ‘Geralmente, a perda de peso associada à dieta do glúten acontece por causa da consequente retirada dos carboidratos, presentes nas massas e nos pães, e calóricos em sua maioria’, esclarece.

O mesmo pressuposto é sustentado pela nutricionista Carolina Nizer, que expõe o que está por trás da aclamada dieta do glúten, que corta alimentos com essa substância do cardápio. ‘O glúten está presente em diversos alimentos ricos em carboidratos e com alto índice glicêmico (que elevam a taxa de açúcar no sangue), a exemplo da pizza e dos biscoitos, que podem engordar e até aumentar o risco de diabetes. Essas consequências, porém, não são desencadeadas pelo glúten em si, mas pelo açúcar do carboidrato. Logo, não adianta eliminar essa proteína da dieta e continuar consumindo alimentos como arroz branco e batata para emagrecer, por exemplo. Em outras palavras, se uma pessoa está acima do peso, não é porque está comendo glúten. E se emagrece com a dieta sem glúten, não é pela ausência dele, mas pela redução do consumo do carboidrato’, compara.

FONTE: http://www.fenacelbra.com.br/acelpar/a-polemica-do-consumo-de-gluten/


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O custo dos alimentos sem glúten no Brasil – A visão de uma celíaca!

O custo dos alimentos sem glúten é sempre alvo de muita polêmica.

Achei esse texto da Raquel Benatti muito interessante, vale compartilhar:

Todos nós celíacos ou que adotamos uma dieta sem glúten concordamos com uma coisa – nossa alimentação é mais cara do que a da maioria da população.

Ninguém aqui compra alimentos sem glúten caros apenas por diversão ou por não ter nada melhor para fazer.

Quando ficamos felizes em poder ter acesso a produtos sem glúten saborosos mesmo que muito caros, não estamos dizendo que somos “alienados” e não vemos o que está a nossa volta.

]Só estamos felizes por poder comer algo igual ou parecido com o que já comemos um dia na vida.

Ficamos felizes assim também quando conseguimos que uma receita dê certo e seja aceita por nossos familiares e amigos.

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Mas é preciso entender o porque nossa alimentação é mais cara:
1 – se um pão de sal comum usa 3 ou 4 ingredientes, nossos pães podem ter até 18 ingredientes;
2- o trigo tem carga tributária subsidiada, pois é a base da alimentação de 99% da população brasileira, fazendo com que os alimentos produzidos com ele tenham preços acessíveis e mais baratos que frutas e legumes, permitindo que possam ser comprados em qualquer esquina, com data de validade extensa e em quantidade abundante;
3- Nossos produtos são especiais – além do número de ingredientes, a empresa que produz tem responsabilidade dobrada por causa do controle sobre os riscos de contaminação cruzada por glúten, aumentando o trabalho com limpeza de ambiente, máquinas, capacitação dos funcionários;
o fornecimento de matéria prima é feito por empresas que dão garantias de que não tem traços de glúten, etc., o que nem sempre será daquela empresa que tem o preço mais competitivo no mercado;
4- A maior parte das empresas que produzem sem glúten estão localizadas no sul do país – os produtos viajam centenas de quilômetros para chegar na nossa casa;
5- Por maior que seja o investimento em pesquisa e tecnologia, ainda estamos engatinhando nessa produção sem glúten e o sabor e textura dos alimentos ainda estão longe de serem iguais aos que tem glúten;
6 – Para tentar chegar a uma textura mais aceita, nossos produtos são mais calóricos, com mais gordura, açúcar e coadjuvantes (gomas, fibras, pectina, lecitina, etc.) do que os similares com glúten;
7- Não tem conservantes naturais (o glúten também tem esse papel de ajudar a conservar) e por isso precisam de geladeira ou tem validade curta – o lojista gasta mais com energia elétrica, equipamento e espaço dentro da loja e ainda perde o produto se ele não tiver saída rápida;
8 – Quem faz ficha técnica das preparações sem glúten sabe a enorme variação a que esses produtos estão sujeitos, seja na quantidade de líquidos, seja pela umidade do ar e temperatura ambiente, seja na diferença de textura de um lote de farinhas para outro, e assim por diante.


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Poderíamos ficar aqui escrevendo sem parar sobre esse assunto, listando mais uma série de razões, mas na verdade o que importa é que uns podem comprar produtos da Schar, outros podem comprar Casarão ou Aminna, e muitos não podem comprar e nem tem acesso a nada disso.

Comem arroz com feijão, legume e verdura no café da manhã, almoço e jantar e pipoca e fruta nos lanches – se tiverem gás ou lenha pra cozinhar.

O que nós celíacos podemos fazer para mudar essa situação ?

Nossa LUTA deve ser pelo Direito Humano a Alimentação Adequada (DHAA) de TODOS os celíacos desse país. Como fazemos isso ?



Poderia ser:
– apresentando projetos de lei que possam diminuir a carga tributária de alimentos para fins especiais (isso não é para comprar coxinha e pizza, mas para termos produtos saudáveis e considerados essenciais na alimentação das pessoas);
– apresentando projetos de lei, garantindo uma ajuda mensal para as famílias de celíacos carentes desse país…

O que não podemos fazer é apenas reclamar e ponto final. Seja mobilizando as pessoas, seja participando de algum grupo ou associação de celíacos, seja participando dos Conselhos de Saúde, Segurança Alimentar, Alimentação Escolar, etc., é só assim que vamos mudar o que existe hoje.

Texto original em: http://dietasemgluten.blogspot.com.br/2016/12/o-valor-dos-alimentos-sem-gluten-por.html?m=1



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O que é a doença celíaca!!!

Por chef Cristina Assis


É causada pela intolerância ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, cevada, centeio e seus derivados, como massas, pizzas, bolos, pães, biscoitos, cerveja, uísque, vodka e alguns doces, FARINHAS, FÉCULAS, POLVILHOS, MILHO, ESPECIARIAS provocando dificuldade do organismo de absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água.

É uma das patologias intestinais mais estudadas no mundo. Apesar do problema ainda não ser extensamente conhecido, já se sabe que os indivíduos mais afetados são aqueles que possuem algum celíaco na família, sofrem de diabetes tipo 1, apresentam artrite reumatoide juvenil ou nasceram com Síndrome de Down.

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Sintomas da Doença

Os sinais que indicam a presença de doença celíaca são diarreia, gases, vômito, perda de peso, fome intensa, fraqueza, fadiga, ausência de menstruação, infertilidade, irritação e depressão. Mas esses indicadores não aparecem em todos. “Estima-se que 50 a 60% dos celíacos têm pouco ou nenhum sintoma. A doença pode ser descoberta após intervenção cirúrgica gastrointestinal, estresse, gravidez, infecção viral ou bacteriana”, explica o gastroenterologista Itamar Souza Júnior, do Hospital de Brasília.

 


Quando a doença não é identificada

O que acontece quando a patologia não é identificada e a pessoa continua ingerindo glúten é que o organismo reconhece erroneamente essa proteína como um elemento a ser destruído. O intestino delgado possui vilosidades, algo semelhante a pregas, que fazem com que a área de absorção dos alimentos seja maior. Os anticorpos acionados para combater o glúten prejudicam essas vilosidades, o que piora a captação de nutrientes, principalmente gordura, cálcio, ferro e ácido fólico. A deficiência desses itens pode levar a osteoporose, anemia, infertilidade e defeitos no nascimento, entre outros.


 

Tratamento da doença celíaca

O principal tratamento é a dieta com total ausência de glúten; quando a proteína é excluída da alimentação os sintomas desaparecem. A maior dificuldade para os pacientes é conviver com as restrições impostas pelos novos hábitos alimentares. A doença celíaca não tem cura, por isso, a dieta deve ser seguida rigorosamente pele resto da vida. É importante que os celíacos fiquem atentos à possibilidade de desenvolver câncer de intestino e a ter problemas de infertilidade.

A boa notícia é que o glúten tem sido cada vez mais facilmente substituído nas dietas sem perda de qualidade na alimentação.


E se a pessoa continuar consumindo o glúten?

  • ATIVA A DOENÇA;
  • ATACA O SISTEMA AUTOIMUNE;
  • SINTOMAS JÁ MENCIONADOS ANTERIORMENTE;
  • ALERGIA;
  • ESTUFAMENTO;
  • DERMATITE;
  • RISCOS DE EVOLUÇÃO PARA CÂNCER NO INTESTINO;

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O que diz a legislação?

É obrigatório por lei federal (Lei nº 10.674, de 16/05/2003) que todos os alimentos industrializados informem em seus rótulos a presença ou não de glúten para resguardar o direito à saúde dos portadores de doença celíaca.


Contaminação cruzada

O maior desafio para o doente que adere a dieta livre de glúten é ficar livre da contaminação cruzada a que todos os alimentos podem ser expostos desde a sua fase de colheita, processamento, embalagem, preparo. Quando se tratar de produto industrializado, deve-se prestar atenção no rótulo a indicação “Não Contém Glúten”, indicando que o alimento é livre de glúten e também da contaminação.

Alimentos embalados de forma artesanal ou a granel, devem ser evitados, a não ser que se tenha certeza de que o produtor tomou todos os cuidados necessários para manter o alimento livre de contaminação.


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Facebook: Cristina Assis

Instagram: @assiscristina


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