Minha filha é celíaca, e agora??? Dicas de um pai!

A descoberta da doença celíaca é uma revolução na vida de qualquer pessoa.

Dias atrás vi um post num grupo de uma mãe de uma criança celíaca. Ela contou que a criança tinha 3 ou 4 anos e não tinha desfraldado ainda.

Aí ela explicou que em casa a dieta é certinha, mas que na rua a criança comia glúten. Eu pensei: como assim?

Nunca escrevi muitos detalhes sobre minha filha aqui no blog, pois não é esse o intuito do espaço, mas para ilustrar esse post, vou falar um pouco mais.


 

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Como tudo começou… 

Minha filha tem 5 anos, e descobrimos a doença celíaca dela quando tinha menos de 2 anos.

Num primeiro momento a gente fica em choque, pois parece que vai ser impossível, porque nesse momento você só consegue pensar:  TUDO contém glúten.

Conforme o tempo vai passando e as coisas se estabilizam, você percebe que é possível, mas que os produtos custam mais caro.

No meu caso, sempre fui apaixonado por gastronomia, apesar de ser engenheiro. Isso tornou as coisas um pouco mais simples, mas não menos difíceis.

Eu passei a me dedicar a estudar como fazer meus próprios produtos sem glúten, mas era difícil pois apesar de saber fazer, eu não entendi as técnicas gastronômicas.

Surgiu nesse momento a gastronomia de forma mais presente na minha vida. Me matriculei num curso semi intensivo de gastronomia convencional.

Paralelo a isso, fiz vários cursos de preparos sem glúten. Tudo pra entender como eram as técnicas tradicionais e entender o que os chefs faziam pra transformar os preparos para glúten free.

Lidando com a contaminação cruzada… 

Junto a tudo isso, surgiu o próximo problema, a contaminação cruzada. Principalmente fora de casa, já que em casa abolimos o glúten, todos aderiram a dieta enquanto estão dentro de casa.

Então minha esposa procurou a Acelbra da nossa cidade. Lá encontrou diversas pessoas na mesma situação. Acompanhou as palestras para entender mais sobre o assunto.

As pessoas ligadas a Acelbra de Joinville foram sensacionais, deram todo o suporte que precisávamos, inclusive fazendo uma mini palestra para as cozinheiras da escola.

A escola é outro problema, pois além das comidas servidas lá (nossa filha frequenta em período integral), ainda tem a possibilidade dos amiguinhos oferecerem.

Mas felizmente sempre tivemos profissionais atenciosos e preocupados com o bem estar da criança, e sempre pudemos contar com eles.

Viajar é possível… 

Como gosto de viajar para vários lugares do mundo, surgia mais um problema, o que essa criança vai comer???

A primeira viagem depois de descobrirmos a doença celíaca foi pra Espanha, e admito, por medo e inexperiência, ela passou 12 dias a base de mamadeira, macarrão e bolacha.

Mas insistimos, depois disso já viajamos inclusive levando fogão elétrico portátil e panela na mala, tudo para que ela pudesse comer carnes, ovos, proteínas em geral.

Hoje já podemos viajar para qualquer lugar do mundo, que vamos conseguir nos virar, descobrimos o AirBnb, sempre ficamos em apartamentos com infra estrutura para preparar os alimentos, e nos viramos com compras, na própria cidade, de itens básicos para a alimentação dela.

Mas, e a criança, como reage??? 

Voltando a dieta, como qualquer criança celíaca, num primeiro momento a dieta se encheu de massas e carboidratos.

Crianças adoram batata, bolacha, macarrão. Ai então tivemos que ir moldando o paladar aos poucos.

Apesar de ainda não ser uma dieta perfeita, hoje ela come muita salada, frutas, carnes, ovos, e é aberta a experimentar os alimentos que oferecemos.

Mas aí você pode estar se perguntando: Como essa criança reage a doença celíaca?

Não é fácil, mas com jeitinho, e de uma forma lúdica, fomos (méritos da minha esposa) ensinando para ela que princesas não comem glúten, que ela tinha que ser como as princesas, senão a barriga iria doer, enfim, diversas teorias para que ela absorvesse a informação.

Podemos nos considerar bem sucedidos, pois se qualquer pessoa (e isso vale para nós, para os avós, qualquer pessoa mesmo) oferecer algo pra ela, vai ouvir: “Você já leu ai se tem glúten?”.

Os parentes são um caso a parte. Já escrevi sobre essa história de “Só um pedacinho não vai fazer mal…” em outro post do blog, que você pode conferir aqui.

Hoje ela sabe identificar o símbolo referente a alimentos sem glúten nas prateleiras e não tem problema nenhum para aceitar que não pode comer o que todos comem.

Ahh, obvio que não posso me esquecer do acompanhamento médico, que fazemos religiosamente, com consultas, exames, etc.


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 Conclusões e recomendações de um pai… 

Enfim, contei toda essa história porque queria ilustrar o que penso sobre a doença celíaca em crianças pequenas.

NADA vai dar certo, se os pais não entenderem a importância da dieta para o resto da vida.

Tudo deve ser revisto, não adianta ter uma alimentação especial para a criança e trazer glúten para dentro de casa.

Não adianta ter uma alimentação especial e regrada em casa, se a criança tem liberdade para comer fora de casa.

E isso não é papel dos avós, dos parentes, dos professores, eles não têm culpa. Nós como pais temos que explicar sobre a doença celíaca, exigir que se tenha respeito e fazê-los entender da importância.

Os pais têm a responsabilidade de procurar a escola e discutir sobre o assunto.

Os pais têm a responsabilidade de educar seus filhos e ensinarem o que é certo e o que é errado (não apenas na dieta celíaca).

Portanto, nada vai dar certo, se nós, os pais, não mudarmos nosso pensamento e aceitarmos a doença e lidarmos com ela de cabeça erguida e peito aberto.

Com certeza a qualidade de vida do celíaco da casa vai se tornar muito melhor.

E a satisfação de estar contribuindo pra isso não tem preço, vai por mim!!!



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NoGlu – Restaurante Gluten Free em Paris!!!

De passagem por Paris antes de iniciar minha jornada na Itália, visitei alguns lugares 100% Glúten Free na cidade.

Pesquisei na internet no site Sortir Sans Gluten que tem uma lista bem completa dos locais onde se fazer as refeições sem glúten, inclusive informando sobre as chances de contaminação.

O restaurante fica no número 16 da Passage des Panoramas, uma galeria que fica no Boulevard de Montmartre no 2nd Arrondissement de Paris.

Eles tem outras unidades na cidade, inclusive uma Bakery do tipo Take Away, onde você encontra delicias da confeitaria francesa totalmente livres de glúten para levar para casa. Vou falar dela em outro post.

Localização do Restaurante – clique no mapa para abrir no Google Maps

Eu visitei o restaurante num sábado no almoço. Eles estavam lotados, mas como estava sozinho, consegui um lugar no bar, em frente ao chef preparando a comida.

Pra mim é o melhor lugar, mas para evitar ter que esperar muito ou não conseguir mesa se estiver em mais pessoa, convém reservar.

Eles trabalham com menu que muda com frequência, com alguns pratos para brunch, 2 ou 3 pratos para almoço e algumas opções de sobremesa.

Eu pedi um filé de Cabillaud, com risoto e aspargos. Que foi preparado ali na minha frente e ficou pronto em menos de 10 minutos.

Filé de cabillaud, risoto e aspargos

E para acompanhar pedi uma cerveja(bière) Altiplano Bio de Quinoa para provar.

 

A comida estava ótima, o chef do restaurante é muito bom com os temperos, com o ponto dos preparos e também dá uma atenção especial para a apresentação.

O atendimento é de primeira qualidade, sempre muito atenciosos, perguntam se você está satisfeito, se precisa de algo, enfim, atendimento excelente.

O preço não é dos mais baratos, mas para quem procura uma refeição sem glúten, 100% segura, e com qualidade de restaurante de primeira linha, esse é uma boa pedida.

O prato + a cerveja saíram por 24 euros. Mas existem opções de brunch no cardápio a partir de 5,50 euros, passando por pratos de 9 a 12 euros.

A sobremesa eu recomendo que não seja pedida no Noglu Restaurant e sim na NoGlu Bakery Take Away, que fica em frente, na Passage des Panoramas.

Vou fazer um post especifico sobre as delícias da casa e posto o link aqui quando estiver postado.


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Celicioso Bakery – Confeitaria para celíacos em Madrid

Quando um celíaco viaja para o exterior, a maior dúvida sempre é saber se vai conseguir comida segura. Saímos da zona de conforto, dos lugares do dia a dia, da tranquilidade do nosso lar, para entrar num mundo onde não falamos nossa língua, não conhecemos os lugares e passamos por muitos apertos.

Na nossa última viagem pra Madrid, pesquisei muito na internet, mas foi num simples like no Instagram que encontrei essa dica que vou repassar hoje: A Celicioso Bakery. É uma confeitaria totalmente voltada para o público celíaco, com duas unidades em Madrid e que eu recomendo de olhos fechados para quem vai até a cidade.

Nela encontramos alguns tipos de pães, pudemos tomar um café relaxados, sabendo que a nossa filha estava consumindo produtos seguros e ainda levamos uns docinhos pro hotel. Nela aproveitamos para comprar um pão para os cafés da manhã do resto da viagem.

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Vitrine da loja

A loja fica na Calle de Hortaleza, 3, muito próxima da Gran Via, local de compras preferido da capital espanhola. É bem facil de chegar e o local é super agradável.

Clique na figura abaixo para acessar o mapa.

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Os cupcakes são muito saborosos e a decoração deles é extremamente bem feita. Pedimos Red Velvet, Cupcake de cenoura, chocolate entre outros.

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Recomendo muito uma visita quando estiver em Madrid, vai valer a pena!!!

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