Coxinha sem glúten e sem leite!!!

A coxinha é muito conhecida e apreciada no Brasil. É a legítima comida de festinhas infantis e botecos.

Reza a lenda que a coxinha tem origem na corte portuguesa.

O francês Lucas Rigaud, cozinheiro da trisavó da princesa, d. Maria I, publicou no livro Cozinheiro moderno ou nova arte de cozinha, de 1780, uma receita de “coxas de frangas ou galinhas novas” empanadas e fritas.

Antonin Carême chegou ainda mais perto da versão atual da coxinha no livro L’Art de la cuisine française au XIXème Siècle.

Seu croquette de poulet (croquete de frango) deveria ser moldado em forma de pera.

O certo é que aqui no Brasil, qualquer boteco que se preze tem a coxinha no seu cardápio.

Nas festinhas de criança, nunca falta a coxinha entre os salgadinhos a disposição.

E foi a partir dessa dificuldade, que precisei criar a receita que compartilho hoje aqui no blog.

Como todos os pais de crianças celíacas, cada festinha temos que montar o kit pra levar pra festa.

É brigadeiro, esfiha, pastel, bolo. Mas a coxinha sempre foi difícil, ou quando tinha a disposição era muito cara.

Essa receita é extremamente barata e também prática de se preparar, vai dar um pouquinho de trabalho, mas no final o resultado compensa.


Esse e-book foi escrito pra você!!! Receitas de pães sem glúten com mix mais naturais e simples de se fazer em casa…


Coxinha de frango sem glúten

Ingredientes:

  • 200g de batatas;
  • 50g de polvilho doce;
  • 100g de farinha de arroz;
  • 250ml de caldo de frango ou legumes;
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva;
  • Sal a gosto;
  • Frango desfiado e temperado para o recheio;

Modo de preparo:

1. Cozinhar as batatas até ficarem bem macias;

2. Misturar as farinhas e o sal e reservar;

3. Esquentar o caldo de frango (se for caseiro, melhor ainda. Fuja dos caldos industrializados);

4. Adicionar o azeite para dissolver no caldo;

5. Espremer as batatas e levar ao fogo junto com o caldo. Misturar bem;

6. Ir adicionando farinha aos poucos;

7. Ir mexendo sempre a panela, para que a massa não grude no fundo;

8. O ponto é quando ela começa a soltar inteira da panela, com a massa bem uniforme;

9. Agora vem a parte mais complicada da receita. Tirar do fogo e, ainda quente, sovar a massa numa bancada enfarinhada;

10. Deixar a massa bem uniforme. Ir separando bolinhas pequenas, abrir em discos, colocar o recheio e fechar no formato da coxinha.

11. Empanar com ovo e farinha de rosca sem glúten;

12. Podem ser guardadas congeladas por até 3 meses

Rendimento: 12 coxinhas pequenas

DICAS: 

Ideal levar as coxinhas ao freezer por uns 30 minutos antes de fritar, ou então fritar elas ainda congeladas.

Passar um pouquinho de azeite nas mãos para facilitar na hora de moldar as coxinhas, assim a massa não gruda nas mãos.

O óleo pode estar na temperatura de aproximadamente 180 graus.

 Tem vários vídeos no youtube ensinando a fechar a coxinha, um que eu gosto é esse AQUI!

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Focaccia de azeitona verde e benefícios do consumo da azeitona para o organismo!!!

A azeitona está presente na dieta mediterrânea, reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco.

A dieta mediterrânea teve tal reconhecimento pela sua base focada em ingredientes equilibrados, que fornecem todos os nutrientes necessários, sem abuso de gorduras, açúcares ou álcool.

Um dos pilares da dieta é o azeite de oliva, extraído das azeitonas, produzidas principalmente na região mediterrânea (Destaque para Espanha e Itália) e com alguns focos de produção em outros lugares do mundo (Mendoza na Argentina é um dos exemplos).

Para a produção do azeite, as azeitonas recém colhidas (a partir do final de outubro na Itália), são prensadas em um “frantoio” (foto abaixo), de onde é extraído o sumo do fruto da oliveira.

Frantoio para processamento das azeitonas. 

Após a extração, o sumo das azeitonas passa por um processo de centrifugação, onde se separa a água, o azeite e o bagaço da azeitona.

Hoje esse processo é feito em equipamentos modernos, para ter o melhor aproveitamento, mas antigamente se fazia aquecendo caldeiras de metal, em temperaturas em torno dos 35 graus, que promoviam a separação da água do azeite, sem perder a qualidade do ingrediente.

Após o processamento, o azeite pode ficar armazenado em grandes tanques de aço inoxidável, até a sua embalagem, sem perder qualidade do produto.

Benefícios do consumo da azeitona

Além da gordura monoinsaturada, a azeitona verde é rica em polifenóis, que são potentes anti-oxidantes, e agem da redução de formação dos radicais livres.

A azeitona verde possui uma grande quantidade de nutrientes essenciais para o organismo. Tais como Proteínas, Fibras, Magnésio, Manganês, Potássio, Ferro, Sódio, Cobre, Zinco, Cálcio, Fósforo, Vitamina C, Vitamina B6 e Tiamina. Além dos poderosos antioxidantes.

Estudos mostraram que o consumo da azeitona verde está diretamente ligado à prevenção de doenças crônicas e não transmissíveis, possivelmente pelo aumento de consumo de compostos antioxidantes, que protegem nosso organismo dos carcinogênicos que entram em contato diariamente com nosso corpo, podendo causar a mutação de nossas células e formar, futuramente um câncer.

Hoje vou ensinar como preparar uma focaccia com azeitonas verdes deliciosa, sem glúten e sem lactose.


Focaccia com azeitonas verdes

 Ingredientes:

  • 100g de farinha de arroz;
  • 50g de amido de milho;
  • 50g de polvilho doce;
  • 50g de farinha de teff;
  • 10g de psillium;
  • 10g de açúcar;
  • 10g de fermento biológico seco;
  • 20g de azeite de oliva extra virgem para a massa;
  • 20g de azeite de oliva extra virgem para finalizar;
  • 8g de sal;
  • 50g de azeitonas verdes sem caroço;
  • 250ml de água;

Modo de Preparo

  1. Misturar todos os secos, exceto o sal;
  2. Picar as azeitonas em pedaços pequenos e deixar reservado (Guardar algumas em rodelas para decorar a focaccia);
  3. Dissolver o sal na água fria;
  4. Na batedeira, velocidade baixa, adicionar metade da água;
  5. Adicionar o azeite de oliva;
  6. Adicionar o restante da água e bater bem por 1 minuto em velocidade média;
  7. Deixar a batedeira desligada por 2 minutos para o psyllium absorver a água;
  8. Voltar a bater por pelo menos 5 minutos para misturar bem;
  9. A massa vai ficar relativamente macia, não chegando a ser liquida, mas não é moldável;
  10. Misturar levemente as azeitonas picadas;
  11. Retirar a massa da batedeira e espalhar numa forma untada;
  12. Com um pouco de azeite de oliva extra, espalhar sobre a massa e com a ponta dos dedos apertar a massa delicadamente;
  13. Espalhar as azeitonas em rodelas sobre a massa e levar ao forno pré aquecido a 250 graus por 6 a 7 minutos.

 Rendimento: Uma focaccia de 28cm ou uma assadeira retangular de 20x30cm.


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Focaccia – Uma pitadinha de história e a receita sem glúten!!!

A focaccia é típica da região da Ligúria e é apresentada em duas versões: al formaggio e salata. A primeira, característica da cidade de Recco, tem massa fina e crocante, não é fermentada e é recheada de queijo cremoso chamado stracchino. A segunda é mais alta – tem cerca de dois centímetros –, crocante por fora e macia por dentro e leva apenas sal grosso e alecrim na cobertura.” A explicação está no blog de receitas do IG (receitas.ig.com.br).

Na Itália se encontram focaccias de todos os tipos, simples, recheadas, com cobertura.

Podem ser servidas como parte de um antepasto numa refeição tipicamente italiana, ou substituindo o pão num couvert ou entrada.

Ficam muito saborosas e fazem sucesso. A receita como sempre é livre de glúten.

 

Ingredientes

  • 100g de farinha de arroz;
  • 50g de fécula de batata;
  • 20g de polvilho doce;
  • 20g de polvilho azedo;
  • 20g de amido de milho;
  • 7g de psyllium;
  • 7g de farinha de ervilha;
  • 10g de azeite de oliva;
  • 200ml de água fria;
  • 1 colher de café de sal;
  • 4g de fermento biológico seco;
  •  Cobertura:
    • Alecrim fresco a gosto;
    • 40g de azeite de oliva;
    • Sal grosso triturado a gosto

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Modo de preparo:

  1. Misturar todos os secos, exceto o sal;
  2. Dissolver o sal na água fria;
  3. Na batedeira, velocidade baixa, adicionar metade da água;
  4. Adicionar o azeite de oliva;
  5. Adicionar o restante da água e bater bem por 1 minuto em velocidade média;
  6. Deixar a batedeira desligada por 2 minutos para o psyllium absorver a água;
  7. Voltar a bater por pelo menos 5 minutos para misturar bem;
  8. Retirar a massa da batedeira e sovar delicadamente em uma superfície enfarinhada;
  9. Quando a massa estiver bem uniforme, formar uma bolinha e deixar crescer coberta por um plástico por pelo menos 1 hora;
  10. Abrir a massa, fazer alguns furinhos com o garfo, pincelar o azeite de oliva e salpicar sal grosso triturado a gosto e assar em forno aquecido a 250 graus por aproximadamente 10 minutos;
  11. Ao retirar do forno, espalhar o alecrim fresco e servir;

Rende: 1 focaccia de 28cm.

 

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Empanadas sem glúten e sem lactose

 

A origem das empanadas é Persa, nasceram juntamente com as esfihas e foram levadas para a Espanha.

As empanadas foram trazidas aos países latinos pela colonização espanhola, sua fabricação era mais simplificada, no início era uma simples massa de pão recheada com carne ou vegetais.

Mas, foi na Argentina que a empanada se difundiu e virou uma paixão nacional. Temos várias versões de recheios para essa iguaria, mas a mais famosa é a empanada salteña, muito popular também na Bolívia.

O nome Salteña é uma referência à cidade de Salta na Argentina, onde nasceu a senhora Juana Gorriti, que começou a vender empanadas para sustento de sua família na Bolívia onde se instalaram após fugirem da ditadura na Argentina (1829-1853).

Possuem formato de meia lua e seu fechamento é um enrolado característico chamado de ‘Repulgue’ – que só é possível se fazer a mão.

As Empanadas fazem parte da cultura da América Latina, podem ser encontradas em diversos países como: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Uruguai, Venezuela e também no Brasil, cada país da América Latina tem sua maneira de rechear, temperar e trabalhar com a massa.

Depois de diversas tentativas de desenvolver uma empanada na versão sem glúten, massa crocante por fora, bem douradinha e fininha sem sucesso, consegui chegar nessa receita que atende a todos os requisitos acima, além de ficar muito saborosa.

Ingredientes:

  • 100g de farinha de arroz;
  • 100g de fécula de batata;
  • 50g de amido de milho;
  • 8g de psyllium;
  • 8g de farinha de ervilha;
  • 50g de banha de porco gelada;
  • 250ml de água gelada;
  • 10g de sal;
  • 2g de fermento biológico seco;
  • 15g de açucar;


Modo de preparo:

  1. Misturar todos os secos;
  2. Adicionar a banha de porco em pedaços pequenos;
  3. Adicionar a água e misturar tudo com o auxílio de uma espátula ou colher;
  4. Deixar descansar por 3 minutos para o psyllium absorver a água;
  5. Voltar a mexer com a espátula e quando estiver desgrudando do bowl, transferir para uma superfície levemente enfarinhada;
  6. Sovar a massa delicadamente, usando a palma da mão para pressionar;
  7. Quando a massa estiver bem uniforme, formar uma bolinha e deixar descansar coberta por um plástico por pelo menos 1 hora;
  8. Dividir em várias bolas de 50 a 60g aproximadamente e abrir em círculos;
  9. Rechear conforme sua preferência e fechar a massa;
  10. Pincelar a empanada com um ovo batido com um pouquinho de água;
  11. Assar em forno bem quente (+ de 220 graus) por 8 a 10 minutos;

Rende: 12 empanadas médias
DICA:Para fechar, tem que fazer de forma manual para conseguir o acabamento tradicional, o famoso “repulgue”.

Se você não sabe dar esse acabamento, existem vários videos no youtbue ensinando. Eu gosto muito desse aqui. 


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Pastel frito – Receita sem glúten e sem lactose!!

Quem nunca participou de um happy hour com pastel, chopp, e outros acompanhamentos?

Para os celíacos é um dos maiores desafios encontrar um pastelzinho saboroso pra acompanhar com happy hour (sem chopp, claro).

O pastel é um prato tipicamente brasileiro, sendo derivado do tradicional rolinho primavera da culinária chinesa.

Criado pelos imigrantes que tiveram de adaptar-se as matérias primas disponíveis no Brasil para fazer suas receitas.

A  popularização do pastel na cultura do brasileiro, veio através das mãos dos imigrantes japoneses que, por ocasião da II Guerra Mundial, vieram a abrir diversas pastelarias no intuito de se passarem por imigrantes chineses, livrando-se dessa forma, da discriminação que havia na época, contra a aliança entre alemães/italianos/japoneses.

Os princípios de manipulação e processamento de alimentos da culinária japonesa, foram introduzidos nas pastelarias, ao mesmo tempo em que os pastéis ganhavam o gosto popular, por serem produtos saborosos, de rápido consumo e principalmente baratos.

Em culinária, chama-se pastel a uma forma de preparar alimentos utilizando massa de farinha a que se dá a forma de uma caixa ou envelope, que se recheia e depois se frita ou assa no forno.

Muitas pessoas quando deixar de consumir o glúten por causa da doença celíaca ficam com alguns dos pratos tradicionais no imaginário, na esperança de um dia poder comer o mesmo sem glúten e equivalente em sabor a receita original.

Esses pastéis ficam sequinhos, crocantes e muito saborosos.

A massa é um pouquinho mais dificil de trabalhar do que a massa tradicional, por isso recomendo abrir um pouquinho mais grossa a massa na hora de fazer os pastéis


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Ingredientes:

  • 100g de farinha de arroz;
  • 100g de fécula de batata;
  • 6g de psillium;
  • 6g de farinha de ervilha;
  • 10g de sal;
  • 15g de azeite de oliva;
  • 2 ovos;
  • 2 colheres de sopa de cachaça;
  • água até dar ponto;

 Já fez o download do nosso ebook? São várias receitas sem glúten gratuitas para você!   São receitas de pães, pizza, doces e sobremesas. 


Modo de preparo:

1. Misturar bem os secos;
2. Adicionar os ovos;
3. Adicionar o azeite e a cachaça;
4. Ir adicionando água e misturando até dar ponto (eu usei +ou- 90ml de água)
5. Deixar a massa descansar por 1 hora antes de abrir;
6. Rechear conforme sua preferência e fechar a massa;
7. Fritar em oleo vegetal a 180 graus de temperatura;

Rende: 30 pastéis pequenos.

 

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Pães e bolos - 01

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