Minha filha é celíaca, e agora??? Dicas de um pai!

A descoberta da doença celíaca é uma revolução na vida de qualquer pessoa.

Dias atrás vi um post num grupo de uma mãe de uma criança celíaca. Ela contou que a criança tinha 3 ou 4 anos e não tinha desfraldado ainda.

Aí ela explicou que em casa a dieta é certinha, mas que na rua a criança comia glúten. Eu pensei: como assim?

Nunca escrevi muitos detalhes sobre minha filha aqui no blog, pois não é esse o intuito do espaço, mas para ilustrar esse post, vou falar um pouco mais.


 

Quer aprender receitas de pães sem glúten com mix mais naturais e simples de se fazer em casa??? Esse e-book foi escrito pra você… 


Como tudo começou… 

Minha filha tem 5 anos, e descobrimos a doença celíaca dela quando tinha menos de 2 anos.

Num primeiro momento a gente fica em choque, pois parece que vai ser impossível, porque nesse momento você só consegue pensar:  TUDO contém glúten.

Conforme o tempo vai passando e as coisas se estabilizam, você percebe que é possível, mas que os produtos custam mais caro.

No meu caso, sempre fui apaixonado por gastronomia, apesar de ser engenheiro. Isso tornou as coisas um pouco mais simples, mas não menos difíceis.

Eu passei a me dedicar a estudar como fazer meus próprios produtos sem glúten, mas era difícil pois apesar de saber fazer, eu não entendi as técnicas gastronômicas.

Surgiu nesse momento a gastronomia de forma mais presente na minha vida. Me matriculei num curso semi intensivo de gastronomia convencional.

Paralelo a isso, fiz vários cursos de preparos sem glúten. Tudo pra entender como eram as técnicas tradicionais e entender o que os chefs faziam pra transformar os preparos para glúten free.

Lidando com a contaminação cruzada… 

Junto a tudo isso, surgiu o próximo problema, a contaminação cruzada. Principalmente fora de casa, já que em casa abolimos o glúten, todos aderiram a dieta enquanto estão dentro de casa.

Então minha esposa procurou a Acelbra da nossa cidade. Lá encontrou diversas pessoas na mesma situação. Acompanhou as palestras para entender mais sobre o assunto.

As pessoas ligadas a Acelbra de Joinville foram sensacionais, deram todo o suporte que precisávamos, inclusive fazendo uma mini palestra para as cozinheiras da escola.

A escola é outro problema, pois além das comidas servidas lá (nossa filha frequenta em período integral), ainda tem a possibilidade dos amiguinhos oferecerem.

Mas felizmente sempre tivemos profissionais atenciosos e preocupados com o bem estar da criança, e sempre pudemos contar com eles.

Viajar é possível… 

Como gosto de viajar para vários lugares do mundo, surgia mais um problema, o que essa criança vai comer???

A primeira viagem depois de descobrirmos a doença celíaca foi pra Espanha, e admito, por medo e inexperiência, ela passou 12 dias a base de mamadeira, macarrão e bolacha.

Mas insistimos, depois disso já viajamos inclusive levando fogão elétrico portátil e panela na mala, tudo para que ela pudesse comer carnes, ovos, proteínas em geral.

Hoje já podemos viajar para qualquer lugar do mundo, que vamos conseguir nos virar, descobrimos o AirBnb, sempre ficamos em apartamentos com infra estrutura para preparar os alimentos, e nos viramos com compras, na própria cidade, de itens básicos para a alimentação dela.

Mas, e a criança, como reage??? 

Voltando a dieta, como qualquer criança celíaca, num primeiro momento a dieta se encheu de massas e carboidratos.

Crianças adoram batata, bolacha, macarrão. Ai então tivemos que ir moldando o paladar aos poucos.

Apesar de ainda não ser uma dieta perfeita, hoje ela come muita salada, frutas, carnes, ovos, e é aberta a experimentar os alimentos que oferecemos.

Mas aí você pode estar se perguntando: Como essa criança reage a doença celíaca?

Não é fácil, mas com jeitinho, e de uma forma lúdica, fomos (méritos da minha esposa) ensinando para ela que princesas não comem glúten, que ela tinha que ser como as princesas, senão a barriga iria doer, enfim, diversas teorias para que ela absorvesse a informação.

Podemos nos considerar bem sucedidos, pois se qualquer pessoa (e isso vale para nós, para os avós, qualquer pessoa mesmo) oferecer algo pra ela, vai ouvir: “Você já leu ai se tem glúten?”.

Os parentes são um caso a parte. Já escrevi sobre essa história de “Só um pedacinho não vai fazer mal…” em outro post do blog, que você pode conferir aqui.

Hoje ela sabe identificar o símbolo referente a alimentos sem glúten nas prateleiras e não tem problema nenhum para aceitar que não pode comer o que todos comem.

Ahh, obvio que não posso me esquecer do acompanhamento médico, que fazemos religiosamente, com consultas, exames, etc.


Quer aprender receitas de pães sem glúten com mix mais naturais e simples de se fazer em casa??? Esse e-book foi escrito pra você… 


 Conclusões e recomendações de um pai… 

Enfim, contei toda essa história porque queria ilustrar o que penso sobre a doença celíaca em crianças pequenas.

NADA vai dar certo, se os pais não entenderem a importância da dieta para o resto da vida.

Tudo deve ser revisto, não adianta ter uma alimentação especial para a criança e trazer glúten para dentro de casa.

Não adianta ter uma alimentação especial e regrada em casa, se a criança tem liberdade para comer fora de casa.

E isso não é papel dos avós, dos parentes, dos professores, eles não têm culpa. Nós como pais temos que explicar sobre a doença celíaca, exigir que se tenha respeito e fazê-los entender da importância.

Os pais têm a responsabilidade de procurar a escola e discutir sobre o assunto.

Os pais têm a responsabilidade de educar seus filhos e ensinarem o que é certo e o que é errado (não apenas na dieta celíaca).

Portanto, nada vai dar certo, se nós, os pais, não mudarmos nosso pensamento e aceitarmos a doença e lidarmos com ela de cabeça erguida e peito aberto.

Com certeza a qualidade de vida do celíaco da casa vai se tornar muito melhor.

E a satisfação de estar contribuindo pra isso não tem preço, vai por mim!!!



Gostou? Cadastre-se e receba nossas novidades: 

botao-de-inscricao

 


 Já fez o download dos nossos e-books gratuitos?

São várias receitas sem glúten gratuitas para você!

Todas foram criadas ou adaptadas de versões com glúten e testadas até chegarmos numa textura e padrão ideal para fazerem parte destes dois e-books.

Clique nas capas e faça o download.

 


Veneno lá fora, alimentos no Brasil. Veja 10 coisas proibidas lá fora e consumidas por nós brasileiros!

Achei esse artigo na internet, no site Saúde Curiosa e resolvi reproduzir aqui. Leitura interessante sobre os nossos alimentos.

Diversos produtos químicos comumente encontrados em nossos alimentos são muito prejudiciais e chegaram até a ser proibidos lá fora.

Muitos aditivos de alimentos, sejam eles industrializados ou não, são considerados perigosos para o consumo e, por isso, são bastante limitados pelos órgãos de inspeção de alimentos.

Alguns desses aditivos são tão prejudiciais que são proibidos em certos países.

1. Salmão de aquicultura

ração deste tipo de salmão pode conter diversos aditivos que deixam resíduos na carne, podendo prejudicar até suas qualidades visuais, como cor e textura – então qual é a solução que os produtores encontraram?

Mais aditivos para disfarçar os efeitos dos primeiros, principalmente a cantaxantina.

Ela é um antioxidante encontrado naturalmente em algas e provê a cor rosada aos animais que a consomem, além de ajudar o sistema imunológico.

Até aí, tudo bem; no entanto, cantaxantina sintética, feita a partir de componentes petroquímicos e vendida em mercados de alimentos de animais pode trazer consequências graves.

Ao comer salmão de cativeiro, você também ingere a cantaxantina sintética, cujos efeitos adversos podem resultar em problemas de visão, anemia, náuseas e diarreia.

Tudo isso sem contar o impacto ambiental que a substância causa: ela pode aumentar o número de parasitas, como o piolho de peixe e, juntamente com medicamentos usados nos tanques para inibir doenças nos peixes, acabar, devido ao mecanismo de seleção natural, fortalecendo microorganismos causadores de enfermidades – estes podem se deslocar pela água e encontrar salmões selvagens, infectando-os e matando-os.

2. Ractopamina

ractopamina é adicionada à ração de animais de produção, principalmente dos suínos, para ajudar no seu desenvolvimento muscular.

Ela é proibida em mais de 50 países porque não há pesquisas suficientes que comprovem sua segurança, mas é permitida pelo Codex Alimentarius dentro de certos limites.

No Brasil, os maiores produtores de carne não utilizam a ractopamina na ração de seus animais porque os importadores não aceitariam, mas muitos ainda insistem em defender o aditivo.

O composto pode ser excretado em fezes animais, se espalhar por campos fertilizados e assim chegar até a água.

Apenas um estudo foi realizado sobre os efeitos nos seres humanos. Foram observados a elevação do ritmo cardíaco e palpitações.

Segundo o FDA (órgão norte-americano responsável pelo controle de alimentos), os efeitos nos animais incluem toxicidade e outros risco de exposição, como mudanças de comportamento e problemas cardiovasculares, reprodutivos e endócrinos.

A substância também é associada aos altos níveis de estresse no animal, hiperatividade, membros fraturados e morte.


Quer aprender receitas de pães sem glúten com mix mais naturais e simples de se fazer em casa??? Esse e-book foi escrito pra você… 


3. Corantes artificiais

Corantes artificiais, que são proibidos na Noruega, Áustria, Finlândia, Reino Unido e na França (e restritos no resto da União Europeia) ainda são encontrados em todos os outros países, em itens como queijos, doces, refrigerantes e muitos outros.

O problema desses corantes é que são feitos com elementos derivados do petróleo e do alcatrão e são muio associados a vários tipos de câncer, inclusive no cérebro.

Uma pesquisa feita pela FSA (Agência de Normas Alimentares do Reino Unido) sugere que o consumo de certos corantes artificiais e do conservante benzoato de sódio pode estar ligado ao aumento de hiperatividade no caso de algumas crianças.

De qualquer forma, é importante lembrar que a hiperatividade também é associada a muitos outros fatores em adição a certas atividades, portanto, uma dieta supervisionada pode ajudar a administrar o comportamento hiperativo, mas pode não ser uma solução completa.

Outros fatores podem incluir parto prematuro, genética e a própria criação.

Na União Europeia, os corantes artificiais são proibidos em 5 países e, nos outros, uma advertência deve ser colocada em toda comida ou bebida que contenha qualquer uma das seis cores – amarelo crepúsculo (E110), amarelo de quinoleína (E104), azorrubina (E122), vermelho 40 (E129), tartrazina (E102) e ponceau 4R (E124).

A embalagem deve conter um aviso alegando que pode haver um efeito adverso na atividade e atenção em crianças.

No Brasil, são permitidas cinco das seis cores (amarelo crepúsculo, azorrubina, vermelho 40, tartrazina e ponceau 4R).


Quer aprender receitas de pães sem glúten com mix mais naturais e simples de se fazer em casa??? Esse e-book foi escrito pra você… 

 

4. Frango contaminado com arsênico

Arsênico é uma substância comprovadamente cancerígena, mas é componente comum em medicamentos usados na criação de aves – tem várias finalidades (desde tratamento de doenças até aceleração do crescimento animal).

Dos quatro medicamentos que eram utilizados, três foram proibidos no Brasil em 2013 (o que restou é a única alternativa para tratar uma doença chamada histomonose, que costuma atingir perus).

Na União Europeia, não se utiliza nenhum deles.

O arsênico aprovado pelo FDA (dos EUA) é orgânico e não causa câncer.

No entanto, estudos indicam que o arsênico orgânico pode se transformar em arsênico inorgânico, o que pode gerar câncer e também migrar para lençóis freáticos, contaminando a água.

5. Olestra

Proibido no Reino Unido e Canadá, o olestra é uma gordura adicionada aos salgadinhos prontos para consumo ou que precisam ser aquecidos, como a pipoca de micro-ondas.

Ele é um lipídeo sintetizado que frita alimentos e não é absorvido pelo organismo, ou seja, o corpo não acumula calorias em forma de gordura.

É considerado perigoso, pois não só evita a gordura indesejada a partir de alimentos, mas também diminui a capacidade do organismo de absorver as vitaminas A, D, E e K.

Alguns efeitos colaterais podem ser cólicas, gases e diarreia.

O FDA aprovou o olestra sob a condição de que o fabricante colocasse um aviso sobre a existência do componente no produto.

Por fim, ele foi direcionado para produção de tintas e lubrificantes.

No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite o uso do olestra em produtos alimentícios desde que seja colocado um aviso na rotulagem com os dizeres “este produto pode ter aditivo laxativo”.

No Reino Unido e no Canadá, o olestra é proibido.

6. Óleo vegetal bromado (BVO)

O BVO é produzido a partir da adição de moléculas de brometo no óleo comum.

É proibido em mais de 100 países e muito limitado nos que ainda permitem.

Seu consumo a longo prazo está relacionado a muitas doenças.

Inicialmente feito como retardante de chamas em espuma de colchão, hoje a substância é mais comumente encontrada em refrigerantes.

Atua como um aditivo estabilizante, garantindo que os elementos não se separem durante o processo de fabricação.

excesso de bromo no organismo pode desencadear diversos riscos à saúde dos consumidores, como hipotiroidismo, distúrbios de memória, enfraquecimento, tremores, paranoia aguda e bromismo (sintomas do bromismo: perda de apetite, dor abdominal, fadiga, acne, arritmia cardíaca, infertilidade).


 

Quer aprender receitas de pães sem glúten com mix mais naturais e simples de se fazer em casa??? Esse e-book foi escrito pra você… 


7. Hormônio sintético rbST

somatotropina recombinante bovina (rbST) é uma versão sintética da somatotropina, o hormônio do crescimento, que é usado em vacas para aumentar a produção de leite.

Os resíduos deste aditivo no leite que consumimos já foram associados a infertilidade, fraqueza muscular e câncer de mama e próstata, além de mastite (inflamação das mamas) nas vacas.

É proibido na União Europeia, Canadá, Japão e Oceania. Nos Estados Unidos, é legalizado, porém, sob a restrição de que apresente no rótulo “contém rbST”.

8. Bromato de potássio

Olha o bromo aqui de novo. Mas desta vez, com um uso diferente.

Enquanto o BVO está em isotônicos e refrigerantes, o bromato de potássio é usado na panificação, diminuindo o tempo necessário para assar a massa.

É proibido na China, Canadá e União Europeia. Também foi proibido no Brasil.

International Agency for Research on Cancer (IARC – Agência Internacional de Pesquisa em Câncer), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou o bromato de potássio como um agente possivelmente cancerígeno para humanos.

Essa substância é proibida por lei federal em qualquer quantidade nas farinhas, em preparo de massas e nos produtos de panificação.

O uso é considerado crime hediondo, a substância pode causar câncer em fetos se ingerida por gestantes, problemas nos rins, danos ao sistema nervoso, problemas na tireoide, desconforto gastrointestinal e câncer.

Uma boa maneira de identificar o pão com bromato de potássio é verificar se ele esfarela com facilidade.   

 

9. Azodicarbonamida (ADA)

A ADA pode induzir à asma e existem apenas cinco países no mundo que não proíbem este composto, que é utilizado para clarear a farinha e o plástico.

O que um componente do plástico está fazendo no meio da nossa comida? Definitivamente, não deveria estar lá.

Também é utilizado pela indústria química na fabricação de solas de borracha de sapatos e tapetes de ioga.

Na indústria alimentícia, ele é utilizado em pães e foi proibido em diversos países por ser potencialmente prejudicial à saúde.

Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) feito em 1999, o composto pode causar problemas respiratórios, como asma e irritações de pele.

No Brasil, a azodicabonamida é legalizada nos padrões de 0,004 g por 100 g de farinha.

10. Conservantes BHA (hidroxianisole butilado) e BHT (hidroxitolueno butilado)

Em 2011, o relatório sobre agentes cancerígenos do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, do Programa Nacional de Toxicologia dos EUA, afirmou que o BHA “é razoavelmente previsto para ser um carcinógeno” e o BHT pode causar intoxicações sistêmicas.

Esses conservantes estão em gomas de mascar, cervejas, cereais e até na carne, para evitar a rancificação de óleos e a oxidação.

São proibidos no Japão e em grande parte da Europa.

Isso tudo nos faz pensar sobre o surgimento de novas doenças e o grande número de pessoas doentes.

A industrialização dos nossos alimentos nos trouxe facilidade e ganho de tempo. Mas, e a nossa saúde? Como fica? Pense nisso!

Fonte: Na Mira da Notícia

 


Gostou? Cadastre-se e receba nossas novidades: 

botao-de-inscricao



Faça sua receita, tire fotos e nos envie, teremos o prazer de postar em nossas redes sociais o resultado!


Já fez o download dos nossos e-books?

 São várias receitas sem glúten gratuitas para você!

Todas foram criadas ou adaptadas de versões com glúten e testadas até chegarmos numa textura e padrão ideal para fazerem parte destes dois e-books.

Clique nas capas e faça o download.


 

9 mitos celíacos que precisam ser aposentados!!!

Verdade ou Mito?? Excelente texto extraído do blog DIETA SEM GLÚTEN,   Traduzido por REGINA MANCINI, da publicação Simply Gluten Free – escrito por Cheryl Harris.

Há muitos equívocos sobre a doença celíaca e muito ainda para aprender.  É fundamental que as pessoas saibam o básico para obter um diagnóstico preciso, evitar a contaminação, e viver bem.

Então, vamos desmascarar alguns mitos comuns quando se trata de doença celíaca e separar os fatos da ficção.

1. Você está acima do peso, então você não pode ter a doença celíaca.

Mito.

Eu também aprendi isso na escola, mas isso não significa que seja correto.

As pessoas com doença celíaca podem pesar menos do que a população em geral, mas a esmagadora maioria têm de peso normal, sobrepeso ou estão obesas no momento do diagnóstico.

2. Sua mãe / irmão / primo / etc  tem doença celíaca, mas você não precisa se preocupar . Você não tem problemas de barriga.

Mito. Ah, se fosse assim tão simples.

Mesmo que algumas pessoas experimentem sintomas clássicos como diarreia e perda de peso, a maioria dos celíacos não têm sintomas, ou apresentam sintomas “atípicos” como a anemia por deficiência de ferro, dores de cabeça, infertilidade e muitos outros.

Se você tem um parente de primeiro grau com a doença celíaca, você tem uma chance de 1 em 22. Faça o teste o mais rápido possível.



3. Você está velho demais para ter a doença celíaca.

Mito. A doença celíaca não discrimina pela idade.

Quase um terço dos pacientes recém-diagnosticados têm mais de 60 anos de idade. Já vi pacientes de 80 anos recém-diagnosticados.

4 . Pessoas de determinados grupos Étnicos ( Afro-americanos , hispânicos, etc ) não têm doença celíaca.

Mito. A doença celíaca é mais comum entre os caucasianos e é rara em outros grupos, mas a África é um continente vasto e um enorme grupo de pessoas se identificam como latino-americanos.

A maioria de nós também carregam genes de uma variedade de lugares, de modo que essa lógica é imprecisa.

Cinco por cento das pessoas na região do Saara na África têm doença celíaca em comparação com menos de um por cento nos Estados Unidos, portanto claramente não é tão simples como um diagnóstico por grupo racial.

5 . ” Escutem, celíacos ! Cereais são todos iguais. Todos eles têm glúten e todos eles são veneno. “

Mito. Sabemos que quando as pessoas com doença celíaca param de comer glúten (trigo , cevada, centeio ) seus níveis de anticorpos autoimunes quase sempre retornam a um nível normal, mesmo que continuem comendo cereais sem glúten, como milho, arroz e quinoa.

Muitas vezes, muitos ou todos os sintomas desaparecem . Definitivamente, nem todos os cereais têm o mesmo impacto sobre o corpo.

Estudos têm mostrado que muitas vezes apesar de relatarem seguir uma dieta sem glúten, muitas pessoas ainda têm dano intestinal quando são submetidos a uma nova biópsia.

Médicos convencionais acreditam que isso aconteça por causa da ingestão acidental de glúten (provavelmente devido à contaminação cruzada), mas alguns consideram que isso é resultado de uma inflamação por outros cereais.

Algumas pessoas, inclusive eu, se sentem mal quando comem cereais.

Outras pessoas têm problemas com produtos lácteos, ou soja, feijões, gorduras e muito mais.

Se você se sente mal quando come outros cereais, considere removê-los também. Há muitas outras boas fontes de nutrientes.

Mas dizer que todos os cereais são a mesma coisa, incentiva uma ladeira escorregadia de desculpas onde comer arroz é equivalente a comer trigo, e nós sabemos que não é verdade.

Evitar o glúten não é negociável . O resto é bastante individual.



6. Basta tirar  o glúten da dieta. Se você se sentir melhor, vamos fazer os testes. 

Mito. A parte mais surpreendente da doença celíaca é que uma vez que você pare de comer glúten, o intestino começar a sarar .

Ausência de glúten significa ausência de danos. O processo de cicatrização pode levar de alguns meses até mais de um ano.

Mas quanto mais você esperar, menos precisos os testes serão.

Faça o teste antes de iniciar a dieta.

 7. “Seus intestinos pareciam bem por isso você não precisa de uma biópsia” ou , “Nós vamos tomar uma (ou duas) amostras para biópsia, para obter o diagnóstico . “

Mito. É fácil entender onde este conceito erra. Primeiro, é muito fácil para um médico deixar de perceber dano sem olhar sob um microscópio.

A área da superfície de nosso intestino é aproximadamente do tamanho de um campo de ténis.

Danos relacionados com a doença celíaca são irregulares, aparecem em algumas áreas e em outras não. Se eles só olharem para um ou dois pontos , eles podem não encontrar o dano.

Embora a doença celíaca possa ser diagnosticada com apenas uma biópsia, a recomendação é de tomar 4-6 fragmentos para biópsia. Apenas 35 % dos médicos estão seguindo estas recomendações.

Quanto mais fragmentos tomados, maior a chance de um diagnóstico correto de doença celíaca.

Então, se você ou alguém que você ama vai fazer uma endoscopia com biópsia, maximize as chances de um diagnóstico preciso ao escolher um médico com experiência e que siga as diretrizes atuais.

8. Eu entrei em uma dieta especial / tomei suplementos especiais / tive um tratamento especial e meu intestino está agora curado, portanto eu posso voltar a comer glúten em segurança.

Mito. Por tudo o que sabemos , a doença celíaca é uma condição para toda a vida. Não importa quantas varinhas mágicas você use ou suplementos especiais que você tome, você deve permanecer sem glúten para a vida toda.

Se você e sensível ao glúten , mas não têm doença celíaca, sinceramente, não sabemos ainda sobre os efeitos a longo prazo da reintrodução do glúten depois de seguir uma dieta livre de glúten.



9. Você precisa se alimentar sem glúten, mas tudo bem ter um dia de folga de vez em quando.

Mito. Eu aposto que você sabe que isso não é verdade, mas existem alguns médicos que ainda dizem isso! Uma migalha é tudo o que é preciso para ter danos continuados.

Até mesmo alguns miligramas  por dia é suficiente para deixar alguém doente. Um dia de escapada não é, definitivamente, uma opção segura.

References:
1. Kabbani TA, Goldberg A, Kelly CP. Body mass index and the risk of obesity in coeliac disease treated with the gluten-free diet. Aliment Pharmacol Ther 2012; 35: 723–729.
2. http://www.uchospitals.edu/pdf/uch_007937.pdf
3. Rashtak S, Murray JA. Celiac disease in the elderly. Gastroenterol Clin North Am. Sep 2009;38(3):433-46.
4. Rubio-Tapia A, Ludvigsson JF, Brantner TL. The prevalence of celiac disease in the United States. Am J Gastroenterol. 2012 Oct;107(10):1538-44.
5. Lebwohl B, Kapel RC, Neugut AI, et al. Adherence to biopsy guidelines increases celiac disease diagnosis. Gastrointest Endosc. 2011 Jul;74(1):103-9.
6. Biagi F, Campanella J, Martucci S. A milligram of gluten a day keeps the mucosal recovery away: a case report. Nutr Rev. 2004 Sep;62(9):360-3.

Writen by, Cheryl Harris. Find her at HarrisWholeHealth.com & gfGoodness.com



Gostou? Cadastre-se e receba nossas novidades: 

botao-de-inscricao

 


Faça sua receita, tire fotos e nos envie, teremos o prazer de postar em nossas redes sociais o resultado!


Já fez o download dos nossos e-books?

São várias receitas sem glúten gratuitas para você!

Todas foram criadas ou adaptadas de versões com glúten e testadas até chegarmos numa textura e padrão ideal para fazerem parte destes dois e-books.

Clique nas capas e faça o download.


Glúten na Itália – Uma visão sobre o mercado, a cultura e os restaurantes!!! Parte 2!

Continuando a nossa discussão sobre o tratamento das intolerâncias alimentares na Itália, vou abordar a lei que garante ao cidadão um valor a título de bônus para adquirir produtos sem glúten todos os meses.

Em algumas regiões, como já comentado no post anterior, esse bônus pode chegar até a 140 euros, dependendo também da idade do cidadão beneficiado.

Algumas condições devem ser respeitadas para que o bônus possa ser resgatado, entre elas o diagnóstico oficial da doença.

Também é imprescindível que o cidadão faça as compras diretamente em farmácias, que tem os produtos considerados “medicina” pelo governo italiano.

Para que um produto seja considerado “medicina”, ele deve passar, a título de avaliação, por alguns testes mínimos exigidos pelo governo italiano.

Só estão aptos a serem avaliados, os produtos que estão na lista de necessidades básicas da dieta italiana, como mix de farinhas, pães, pizzas e focaccias e pastas sem glúten.

Os custos para avaliação na Itália, a custo da industria requerente, chegam a até 600 euros por cada produto sem glúten diferente proposto para ser avaliado.

_______________________________________

  • Para os produtores, sejam eles pequenos laboratórios ou grandes industrias, colocar um produto dentro dessa classificação e conseguir vender diretamente em farmácias, representa a garantia de um mercado mensal, que gasta seu bônus e faz girar a economia do segmento.

Mais uma vez a Itália está a frente dos demais países nas medidas para garantir ao celíaco o seu bem estar e garantir acesso aos alimentos necessários para tratar a doença celíaca, da mesma forma que garante acesso a outros medicamentos para diferentes doenças.



Gostou do post? Cadastre-se e receba nossas novidades: 

botao-de-inscricao


Já fez o download dos nossos e-books? São várias receitas gratuitas para você!

Todas foram criadas ou adaptadas de versões com glúten e testadas até chegarmos numa textura e padrão ideal para fazerem parte destes dois e-books.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fez alguma das nossas receitas? Deixe aqui seu comentário, nos contando qual você prefere.

Nos envie a foto da sua receita, que postaremos nas nossas redes sociais, ou deixe aqui sua pergunta ou dúvida, que responderei o mais rápido possível. 

Vírus comum pode causar intolerância ao glúten; achado é trilha para vacina!!!

Glúten é uma proteína presente na farinha de trigoReportagem sobre intolerância ao glúten reproduzida do site Uol Noticias.

Estudo publicado nesta sexta-feira (7) na revista Science sugere que a infecção por um vírus comum, considerado inofensivo, pode desencadear o desenvolvimento da doença celíaca, ou intolerância ao glúten, proteína presente na farinha de trigo, na cevada e no centeio.

Os autores, pesquisadores da Universidade de Chicago e da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, acreditam que a descoberta pode abrir caminho para a criação de uma vacina para prevenir a doença.

Embora houvesse indícios da ligação de infecções virais com o início da doença celíaca, ainda não havia provas dessa conexão.

“O estudo mostra claramente que um vírus que não é clinicamente sintomático pode prejudicar o sistema imunológico e abrir caminho para uma doença autoimune, especialmente a doença celíaca”, disse Bana Jabri, professora do Centro para Doença Celíaca da Universidade de Chicago. “No entanto, o vírus específico e seus genes, a interação entre ele e o hospedeiro, e o estado de saúde do hospedeiro também são importantes”.

A doença celíaca é causada por uma resposta imprópria do sistema imunológico ao glúten. Não há cura e o único tratamento efetivo é uma dieta sem farinha de trigo, centeio e cevada.

A doença celíaca é uma doença autoimune que atinge aproximadamente 1% da população, enquanto na África saariana a proporção é de 5,6%, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

_______________________________________

  • ____________________________________

Reação ao glúten

Mesmo em pessoas que não têm a doença, o corpo naturalmente tem dificuldade de digerir o glúten e já costuma usar mais o sistema imunológico do que para outras proteínas. Mas ainda não se sabe exatamente como ocorre a resposta imune inflamatória ao glúten.

Em 2011, o mesmo laboratório descobriu que a IL-15, uma citocina em abundância no na mucosa do intestino de pacientes celíacos, pode afetar a tolerância ao glúten. No entanto, nem todos celíacos possuem a IL-15 de forma exacerbada.

No estudo atual, os cientistas usaram duas cepas diferentes de reovírus em camundongos para mostrar como as diferenças genéticas dos vírus podem mudar como eles interagem com o sistema imunológico.

Um dos reovírus comuns em humanos desencadeou uma resposta imune inflamatória e a perda da tolerância ao glúten, enquanto a cepa geneticamente diferente não provocou essa reação.

“Estamos estudando os reovírus por algum tempo e ficamos surpresos pela descoberta que há uma ligação potencial entre o reovírus e a doença celíaca”, disse Terence S. Dermody, da Universidade de Pittsburgh.

“Agora precisamos definir com exatidão os fatores virais responsáveis pela indução da resposta autoimune.”

A pesquisa também descobriu que pacientes com doença celíaca têm muito mais anticorpos contra os reovírus do que os que não desenvolvem a doença.

Isso sugere que a infecção com reovírus pode deixar uma marca permanente no sistema imunológico e seria dessa forma que ajudaria no desencadeamento da resposta autoimune ao glúten.

 


Gostou da reportagem?  Cadastre-se e receba nossas novidades: 

botao-de-inscricao


Já fez o download dos nossos e-books? São várias receitas sem glúten gratuitas para você! Todas foram criadas ou adaptadas de versões com glúten e testadas até chegarmos numa textura e padrão ideal para fazerem parte destes dois e-books.


 

 

 

 

 

 


Já fez alguma das nossas receitas? Deixe aqui seu comentário, nos contando qual você prefere. Nos envie a foto da sua receita, que postaremos nas nossas redes sociais, ou deixe aqui sua pergunta ou dúvida, que responderei o mais rápido possível. 

Glúten na Itália – Uma visão sobre o mercado, a cultura e os restaurantes!!!

Você está na Itália, a terra da pizza, terra da massa, e é celíaco. O primeiro pensamento que deve vir a cabeça: Não vou encontrar alimentos livres de glúten aqui a não ser os industrializados.

Bom, essa pode até pode ser a realidade italiana no imaginário daqueles que não conhecem o país, pois a cultura da pasta, pizza faz qualquer um pensar que não vai achar produtos sem glúten lá.

Mas é justamente essa cultura alimentar, de sentar à mesa com a família, curtir momentos agradáveis com os amigos, que fez com que o país da bota se desenvolvesse numa velocidade muito maior que os demais países do globo.

Para os italianos não é admissível não poder ter esse prazer, de confraternizar a mesa.

Pensando nisso, eles se tornaram especialistas em cuidados com a contaminação cruzada e na produção artesanal de produtos sem glúten.

Estima-se que o mercado gluten free na Itália movimente cerca de 300 milhões de euros ao ano, frente os 4 bilhões de euros no mundo todo.

Ou seja, a Itália concentra quase 10% do mercado mundial.

A Schär, maior indústria de produtos gluten free italiana, representa uma fatia de 35 a 40% do mercado europeu.

Na Itália existe uma lei que assegura aos celíacos acesso a “medicamentos”, que é como eles consideram os produtos sem glúten básicos, que são comprados diretamente em farmácias, com o bônus que pode chegar até a 140 euros, dependendo da região.

Os produtos com patente registrada em 2001 eram 280, e em 2015 alcançaram a marca de 6.800 produtos.

_______________________________________

  • ____________________________________

Os restaurantes italianos e o glúten

No ramo da restauração, existe uma preocupação enorme acerca dos produtos ofertados para os clientes.

Praticamente todos os restaurantes tem em seu cardápio algum prato sem glúten para ofertar.

E sempre que se oferta um produto sem glúten em um restaurante italiano, com certeza existe uma preocupação com contaminação e manipulação do alimento.

Existem aplicativos de celular muito uteis.

O que mais gostei foi “Mangiare Senza Glutine”, que de forma bem intuitiva te indica lugares para se alimentar próximos ao seu ponto de localização.

Visitei alguns restaurantes na Itália, no Piemonte, Liguria, Emilia Romagna e Lombardia.

Em todos eles fui tratado muito bem, com uma preocupação enorme em proporcionar uma experiência agradável.

Em todos os lugares, os garçons são preparados para explicar sobre os pratos que contem e os que não contem glúten.

E também são muito atenciosos em explicar a respeito das chances de contaminação, quando perguntados sobre isso.

Então, se você está a caminho da Itália e tem alguma dúvida sobre o que vai encontrar para “mangiare”, pode ficar tranquila, que estará no melhor lugar do mundo para degustar pães, massas e pizzas sem glúten!!!


 


Gostou do post? Cadastre-se e receba nossas novidades: 

botao-de-inscricao


Já fez o download dos nossos e-books? São várias receitas gratuitas para você!

Todas foram criadas ou adaptadas de versões com glúten e testadas até chegarmos numa textura e padrão ideal para fazerem parte destes dois e-books.


 

 

 

 

 

 


Já fez alguma das nossas receitas? Deixe aqui seu comentário, nos contando qual você prefere.

Nos envie a foto da sua receita, que postaremos nas nossas redes sociais, ou deixe aqui sua pergunta ou dúvida, que responderei o mais rápido possível. 

Doença celíaca – números, curiosidades, dicas!!!


A doença celíaca é uma doença ainda a ser estudada, a comunidade médica ainda não é 100% preparada para diagnosticar e atender os pacientes, mas essa relação tem melhorado muito nos últimos anos.

Muitos novos casos têm sido diagnosticados todos os anos!

O avanço dos métodos de diagnóstico contribui muito com isso.

Hoje, cerca de 0,5% da população brasileira é celíaca, enquanto que no resto do mundo essa proporção chega a até 2%.

Em grande parte, as pessoas passam a vida toda convivendo com os sintomas, indo ao médico ou não, mas sem saber ou descobrir a existência da doença.

Nos Estados Unidos estima-se que apenas 17% dos celíacos descobriram a doença, sendo que 83% não descobriram e nem vão descobrir.

De acordo com a Associação Europeia das Sociedades Celíacas (Association of European Coeliac Societies) existem aproximadamente 7 milhões de pessoas na Europa que sofrem desta doença.

A doença celíaca afeta quem possui os genes HLA-DQ2 e HLA-DQ8, mas não se desenvolve em todas as pessoas que possuem o gene.

Em geral, o distúrbio se manifesta na infância, mas alguns fatores externos, aumentam a chance de aparecer na idade adulta.

Sintomas da doença celíaca

Podem variar de acordo com a idade em que a doença se manifesta.

Na infância é mais comum ter diarreia, irritabilidade, falta de apetite, inchaço abdominal, vômitos, prisão de ventre e baixa estatura.

Em adultos, crises de diarreia com dor e desconforto abdominal.

Anemia por deficiência de ferro, dermatite e osteoporose também são identificados em alguns casos.

Classificação da doença

  • Clássica – é comum entre os 6 e 24 meses de idade e se caracteriza pelo predomínio de sintomas gastrointestinais, especialmente a má absorção de nutrientes. Causa diarreia crônica, estufamento abdominal, perda de peso e atraso no crescimento.
  • Atípica – Tem presença de poucos problemas gastrointestinais. Os sintomas mais comuns são deficiência de ferro, baixa estatura, osteoporose, artrite, infertilidade, danos no sistema nervoso periférico e alterações do fígado.
  • Silenciosa – O paciente não apresenta sintomas ou só demonstra sinais muito leves, mas tem os marcadores genético e as análises de tecidos compatíveis com a doença. É bem mais difícil de ser descoberta, muitas vezes somente após muito procurar médicos e dezenas de outras possibilidades serem esgotadas.
  • Latente – Refere-se a pessoas que tem os genes HLA-DQ2 ou HLA-DQ8, que tem a doença celíaca, mas ainda não desenvolveram alterações na mucosa intestinal, apenas inflamação moderada.

     Cadastre-se e receba nossas novidades: 

    botao-de-inscricao


Curiosidades e dicas

  • Leia com atenção todos os rótulos ou embalagens de produtos industrializados e, em caso de dúvida, consulte o fabricante;
  • Não use óleos onde foram fritos produtos empanados com farinha de trigo ou farinha de rosca com glúten;
  • Não engrosse pudins, cremes ou molhos com farinha de trigo;
  • Tenha cuidado com temperos e amaciantes de carne industrializados, pois muitos deles contem glúten;
  • Tenha preferência por uma alimentação mais natural, com menos ingredientes industrializados e menos açúcares;
  • Na escola, nunca separe a criança celíaca dos demais colegas na hora das refeições;
  • O celíaco pode e deve fazer os mesmos exercícios físicos que os seus colegas;
  • O celíaco não deve ser tratado com uma pessoa diferente.
  • Apesar de necessitar de alguns cuidados na alimentação, é possível conviver em sociedade com a doença.

 

Já fez o download dos nossos e-books?

São várias receitas sem glúten gratuitas para você!

Todas foram criadas ou adaptadas de versões com glúten e testadas até chegarmos numa textura e padrão ideal para fazerem parte destes dois e-books.

 

 

 

 

 

 

 


Fontes para o artigo:

www.glutencominformação.com.br

www.sns.gov.pt

www.brasilzerogluten.com.br

 

 

 

E-book – Receitas simples sem glúten – Volume 2

Saiu o segundo volume das minhas receitas sem glúten. São receitas adaptadas de receitas tradicionais com glúten e aprimoradas até conseguir chegar num resultado satisfatório para compartilhar com meus seguidores.

 

Muitas receitas do livro também não tem lactose.

Nesse e-book você vai encontrar como preparar seu fermento sem glúten para fazer seus pães, vai aprender novas receitas de pães e baguetes, a famosa receita das empanadas sem glúten e sem lactose e também um pão de ló que vai ser ótimo acompanhamento para um café ou base para seus bolos recheados.

E pra finalizar uma receita de brownie sem glúten em sem lactose.

Para fazer o download gratuito, basta clicar na foto abaixo e cadastrar no site para receber o link para download. 


Espero que gostem do e-book, foi feito com muito carinho, com várias receitas diferenciadas para meus seguidores.

Fez as receitas do livro? tem alguma preferida? Deixe seu comentário e nos conte qual é a sua preferida. 


Já fez o download do nosso primeiro e-book? Caso ainda não tenha feito, clique na foto e siga os mesmos passos do e-book 2. Aproveite, é a última semana dele disponível para download. 

 

Contaminação Cruzada por Glúten em produtos sem glúten!

Ótimo texto da Raquel Benati no site Rio sem Glúten!!

Quando falamos em contaminação cruzada por glúten, muitas pessoas ficam sem entender o que é isso e como pode afetar a quem é celíaco.

Muitos produtos alimentícios não contém glúten em sua composição, mas devido a uma série de fatores, acabam tendo traços de glúten. É o que chamamos de contaminação cruzada por glúten.

A contaminação cruzada é uma transferência de traços ou partículas de glúten de um alimento para outro alimento, diretamente ou indiretamente.

A contaminação cruzada pode ocorrer na área de manipulação de alimentos, mas também pode ocorrer durante o plantio, colheita, armazenamento, beneficiamento, industrialização e no transporte e comercialização desse produto.  

 Todos os produtos que encontramos com a inscrição “Contém Glúten”, mas na lista de ingredientes não consta algo que possa ter glúten, é sinal de que há riscos de contaminação cruzada em alguma parte do processo industrial.

 

Um bom exemplo é o NESCAU. A fórmula não contém glúten, mas como ele é embalado em uma máquina onde também embalam outros produtos com glúten, a NESTLÉ decidiu colocar a inscrição de que contém glúten.

Mas podemos tomar o Nescau com leite já pronto que é vendido em caixinhas tetrapack, pois aquele pó é retirado direto da máquina para o setor de laticínios, antes de ser embalado.

Essas embalagens tem a inscrição “Não contém Glúten”.  

O que mudou com a nova legislação de rotulagem?

A partir de julho de 2016 as empresas precisaram declarar nos rótulos, caso exista, a presença ou o risco da presença de traços de trigo e glúten em seus produtos naturalmente sem glúten.

Nesse caso, eles passaram a ter a inscrição “Contém Glúten”.

Mas como houve um período de transição, onde tudo que foi produzido com data anterior à da aplicação da RDC veio da forma antiga e pode circular no comércio.

Assim poderemos ter o mesmo produto com rótulos diferentes, nas prateleiras.

O consumidor precisa estar muito atento e sempre que tiver dúvidas, entrar em contato com o SAC das empresas.

A partir da RDC 26/2015 – ANVISA, não vale mais o percentual de traços de glúten que o CODEX ALIMENTARIUS aceita em produtos seguros para celíacos.

Antes dessa RDC todo produto brasileiro e importado com menos de 20 ppm de glúten era considerado seguro para celíacos.

A ANVISA esclarece que como a Lei Federal 10.674/2003 não cita a questão dos traços e que na alergia alimentar não existe um percentual de traços que seja considerado seguro.

Agora todos os produtos que tiverem riscos de terem traços de glúten virão com a inscrição “Contém Glúten”, independente da quantidade de traços que possa existir.

Os produtos que usarem a inscrição “Não contém glúten” devem apresentar em seus testes laboratoriais resultados de “traços indetectáveis” .

_____________________________________
Pães e bolos - 01

Quer aprender receitas de pães sem glúten? Esse ebook tem 15 receitas de pães e 6 bolos sem glúten!!! 

____________________________________

O que fazer para ter certeza sobre a contaminação cruzada?

Embora a legislação atual seja clara, mesmo com a inscrição “Não contém glúten” no rótulo dos alimentos, devemos sempre que encontrar algum produto novo, entrar em contato com o SAC da empresa e perguntar sobre a possibilidade da contaminação cruzada por glúten.

Se a empresa também trabalha com produtos COM glúten, mais um motivo para desconfiar e pesquisar.

Espero que tenham entendido essa questão, que não é simples, mas é essencial para gerenciar nosso cardápio diário.

 Toda vez que experimentar algum produto novo, faça com moderação e sem ser junto com outra novidade sem glúten. 

Caso você se sinta mal, analise o que comeu e identifique o que pode ter acontecido. Muitas vezes passamos mal sem ser por contaminação de glúten.

 Fonte: Raquel Benati


Gostou? Cadastre-se e receba nossas novidades: 

botao-de-inscricao



Faça sua receita, tire fotos e nos envie, teremos o prazer de postar em nossas redes sociais o resultado!


 

A polêmica sobre o arsênico no arroz!!!

Foto site: Mega Curioso

Com certeza a polêmica de fevereiro para quem é celíaco ou adepto de uma dieta livre de glúten, foi quanto a concentração de arsênico no arroz e seu potencial cancerígeno.

Abaixo vou transcrever a resportagem divulgada no site Mega Curioso falando sobre o assunto:

Não é nenhum segredo — para os cientistas, evidentemente! — que as comidas e bebidas que ingerimos contêm arsênico, um elemento químico que, quando consumido em grandes quantidades, pode ser extremamente tóxico e até provocar a morte.

Por essa razão, existe uma regulamentação específica que define o limite máximo dessa substância na água, por exemplo.

Contudo, conforme apontou o pesquisador Julian Tyson em um artigo publicado pelo portal The Conversation, assim como ocorre nos EUA, aqui no Brasil o controle da concentração de arsênico nos alimentos e em outras bebidas que não sejam a água é muito menos rigoroso e específico — isso quando esse controle existe e é aplicado corretamente por algum órgão governamental.

A questão é: será que a falta de vigilância pode afetar a nossa saúde?

Segundo Julian, os compostos derivados do arsênico que normalmente estão presentes nos alimentos são, em sua maioria, inofensivos para os seres humanos.

Um exemplo são os frutos do mar, os produtos que consumimos com a maior concentração de arsênico.

Entretanto, o composto está presente nos organismos marinhos na forma de arsenobetaína — que, para quem adora esse tipo de comida, é inócua para o consumo.


Está gostando? Cadastre-se e receba nossas novidades: 

botao-de-inscricao


Questão de concentração

O problema é que conhecemos muito pouco a respeito da concentração de arsênico em outros alimentos — assimilado através do uso de herbicidas, pesticidas, aditivos etc. ou por meio do solo mesmo, já que, afinal, o elemento ocorre na natureza —, e é aí que mora o perigo.

Até onde se sabe, o único produto largamente consumido e que oferece risco de intoxicação em longo prazo é o arroz e seus derivados, como farinha, cereais matinais, biscoitos, bolos e fórmulas infantis.

Análises revelaram que 95% do arsênico liberado durante o preparo do arroz são provenientes de quatro compostos — inorgânicos e metilados — derivados desse elemento químico, e todos são potencialmente carcinogênicos para os humanos.

No entanto, para determinar o risco de consumo, primeiro é preciso definir a concentração dos compostos em cada produto, a quantidade ingerida de alimento e a frequência de ingestão.

Arrozinho nosso de cada dia

 

No caso do arroz, ingrediente básico da dieta aqui no Brasil, Julian disse que alguns pesquisadores sugerem que o consumo máximo diário — para evitar o risco de desenvolver algum tipo de câncer por intoxicação de arsênico — deve ser de até um quarto de xícara de arroz cru contendo não mais do que 50 partes por bilhão do composto para adultos.

Já para as crianças, a quantidade deve ser ainda menor, em proporção à massa corporal.

Acontece que alguns testes revelaram que uma grande variedade de tipos de arroz e produtos derivados contêm concentrações de arsênico bem superiores ao limite máximo recomendado.

Além disso, o arroz integral, surpreendentemente, apresenta uma quantidade mais elevada do elemento químico do que o arroz branco.

Julian explicou que as pessoas que não comem arroz em quantidade superior à recomendada provavelmente não precisam se preocupar muito.

Mas ele mencionou que alguns grupos nos EUA, cuja dieta está baseada no consumo desse alimento — como é o caso dos asiáticos, assim como celíacos e crianças — deveriam ter cuidado.

Coincidentemente, o grupo étnico com a maior incidência de casos de câncer no país é o dos asiáticos.


_____________________________________
Pães e bolos - 01

Quer aprender receitas de pães sem glúten? Esse ebook tem 15 receitas de pães e 6 bolos sem glúten!!! 

____________________________________


Exposição

 

Segundo Julian, a tecnologia necessária para detectar a presença de arsênico em alimentos surgiu há relativamente pouco tempo, e os primeiros testes com o arroz só foram realizados no final da década de 90.

Além disso, a proporção da contaminação em escala mundial só foi revelada em 2005, e atualmente — apesar de ainda serem pouco precisas — as análises mostram que independente da origem e do tipo, todas as classes de arroz contêm arsênico.

No caso dos EUA, a contaminação se deve ao fato de o arroz muitas vezes ser cultivado em campos que, no passado, foram utilizados para o plantio de algodão.

E a produção desses vegetais envolve o uso do ácido cacodílico (derivado do… arsênico!) como herbicida e do ácido arsênico para matar as plantas antes da colheita mecânica.

Pois, para piorar as coisas, o arroz assimila o elemento tóxico com mais facilidade do que outros vegetais.

Como resolver o problema?

Além do arroz, muitos dos compostos derivados que ingerimos através de comidas e bebidas são resultantes de processos relacionados com o arsênico que existe naturalmente distribuído em abundância pela Terra.

E, segundo Julian, não há um consenso entre os cientistas a respeito de como estimar quais são os riscos associados ao consumo desses elementos — nem existem métodos suficientemente satisfatórios para determinar sua concentração exata.

Mas, apesar da falta de precisão dos testes, os resultados claramente revelam dados preocupantes.

As análises deixam evidente que é necessário encontrar formas de limitar e reduzir a concentração de arsênico dos alimentos que consumimos — em especial do arroz —, assim como de fiscalizar essa redução.

Além disso, é preciso desenvolver tecnologias mais eficientes para que seja possível detectar a presença desse elemento com mais precisão.

Contudo, até que tudo isso aconteça, Julian sugere que o estabelecimento do limite máximo em menos de 100 partes por bilhão como padrão seria um bom começo.

E para a população que não vive sem o seu arrozinho, ele recomenda a ingestão parcimoniosa do branco em vez do integral, de preferência preparado depois de ser muito bem lavado e cozido com muita, muita água — livre de arsênico.

Fonte: http://www.megacurioso.com.br/saude-e-beleza/70210-voce-sabia-que-o-arroz-contem-grandes-quantidades-de-arsenico.htm




 

Minhas considerações sobre o estudo

Continuando o assunto, pesquisei outros portais sobre a contaminação, sobre o que pode ser feito e realmente a lavagem com água morna auxilia no processo de descontaminação.

O processo de percolação, onde grande quantidade de água quente circula entre os grãos de arroz, cozinhando lentamente e fazendo a troca da água pode ajudar no processo.

O processo da parboilização, onde o arroz é submetido a uma temperatura de água de 58 graus, por algumas horas, gerando a gelatinização dos grãos, pode ser uma saída que diminui a quantidade de arsênico nos grãos, apesar de não ser algo comprovado.

Quanto as farinhas,  a substituição gradual dessas farinhas por outras (farinha de milho, amendôas, castanhas, etc) pode ser uma alternativa viável.


Gostou? Cadastre-se e receba nossas novidades: 

botao-de-inscricao


Já fez o download dos nossos e-books?

São várias receitas sem glúten gratuitas para você!

Todas foram criadas ou adaptadas de versões com glúten e testadas até chegarmos numa textura e padrão ideal para fazerem parte destes dois e-books.

Clique nas capas e faça o download.