Receita do Chef: Pastel sem glúten e sem leite!!!

Segunda é dia de receita do chef, e hoje vamos com o pastel, que 10 entre 10 brasileiros gostam.

Já tinha postado aqui no blog uma receita de pastel sem glúten, aqui. 

Também é uma boa receita, mas essa que eu trago hoje, é adaptada da minha receita de massa fresca sem glúten.

Ela fica uma massa relativamente fácil de abrir, da pra deixar bem fininha e assim o pastel fica bem crocante.

A cachaça usada na massa, serve pra fazer as bolhinhas de ar se formarem enquanto frita os pastéis

 

De tão boa a receita, vou chamar aqui de pastel de feira.


Receitas como essa, você também encontra no livro “Pães sem glúten – by Johnny Gourmet!” :Conhece o e-book de Receitas sem glúten by Johnny Gourmet???Receitas de pães sem glúten com mix mais naturais e simples de se fazer em casa… Acesse e saiba mais!!!


Pastel de Feira

Ingredientes:

  • 100g de farinha de arroz;
  • 100g de fécula de batata;
  • 50g de polvilho doce;
  • 8 g de mix de goma xantana e goma guar;
  • 25g de azeite de oliva;
  • 5g de sal;
  • 1 colher de sopa de cachaça;
  • 3 ovos;
  • Água para dar ponto, se necessário;

 

Modo de preparo:

1.Misturar todos os secos;

2.Adicionar o azeite e a cachaça;

3.Adicionar os ovos e misturar bem com uma colher e complementando com as mãos para ter certeza do ponto;

4.A massa deve ter uma consistência firme, mas não pode ficar grudenta, tem que ser moldável;

5.Caso esteja muito dura, ir adicionando água aos poucos até dar ponto;

6.Sovar bem a massa e fazer uma bolinha. Enrolar num filme plástico e levar a geladeira para descansar por uns 30 minutos;

7.Com auxílio de um cilindro, abrir a massa usando farinha para não grudar;

8.Quando a massa estiver bem fininha, está pronta para fazer os pastéis;

9.Adicionar o recheio de sua preferência e fritar em óleo quente (aproximadamente 180 graus)

Rende: 50 pastéis pequenos.

 

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Pão de batata!! Sem glúten e sem leite!!

Esse pão de batata eu fiz utilizando o mix básico de substituição de farinhas que ensinei aqui no blog.

Como falei no post da Tabela de conversão de farinhas, sempre que pego uma receita de pão tradicional, começo com essa tabela para fazer as substituições.

Um exemplo é esse pão de batata do post de hoje, que eu substitui 2 xícaras de farinha de trigo por farinha de arroz, polvilho doce, polvilho azedo, psillium, farinha de ervilha.

Nessa receita não usei a fécula de batata, pois a batata cozida já fornece o amido que precisamos.

 Ingredientes:

  • 1 xícara de farinha de arroz;
  • 1/4 de xícara de polvilho doce;
  • 1/4 de xícara de polvilho azedo;
  • 180g de batata cozida (substitui a fécula de batata da tabela pela batata);
  • 2 ovos;
  • 8g de sal;
  • 15g de açúcar;
  • 12g de psillium;
  • 12g de farinha de ervilha;
  • 30g de óleo de girassol;
  • 5g de fermento biológico seco;
  • 250ml de água morna;

_______________________________________Quer aprender a fazer pães sem glúten diferenciados, de forma mais artesanal e utilizando os equipamentos que todos tem em casa??? Esse e-book reúne as melhores receitas que criei sem glúten e muitas sem leite usando uma balança simples, batedeira e forno. 


Modo de preparo:

  1. Misturar os ingredientes secos, exceto o sal;
  2. Bater por 1 minuto para misturar bem;
  3. Acrescentar os ovos e continuar batendo a velocidade baixa;
  4. Adicionar a batata cozida e esmagada;
  5. Adicionar metade da água morna;
  6. Adicionar o óleo e misturar bem;
  7. Adicionar o restante da água com o sal dissolvido;
  8. Bater bem por mais 1 minuto;
  9. Deixar a batedeira desligada por 2 minutos para o psillium absorver a água e começar a agir;
  10. Voltar a bater em velocidade média por 10 minutos;
  11. A massa vai ficar com a consistência de uma pomada;
  12. Em uma forma untada com óleo e farinha de arroz, despejar a massa;
  13. Acrescentar 2 colheres de sopa de água sobre a massa para manter úmida e usar uma colher para dar acabamento;
  14. Deixa no forno com temperatura de uns 40 graus para crescer por aproximadamente 40 minutos;
  15. Assar em forno pré aquecido a 170 graus por 40 minutos;

 Rendimento: Um pão de 450 gramas.

Validade de 5 dias sem refrigeração. Validade de 90 dias congelado.


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Minha filha é celíaca, e agora??? Dicas de um pai!

A descoberta da doença celíaca é uma revolução na vida de qualquer pessoa.

Dias atrás vi um post num grupo de uma mãe de uma criança celíaca. Ela contou que a criança tinha 3 ou 4 anos e não tinha desfraldado ainda.

Aí ela explicou que em casa a dieta é certinha, mas que na rua a criança comia glúten. Eu pensei: como assim?

Nunca escrevi muitos detalhes sobre minha filha aqui no blog, pois não é esse o intuito do espaço, mas para ilustrar esse post, vou falar um pouco mais.


 

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Como tudo começou… 

Minha filha tem 5 anos, e descobrimos a doença celíaca dela quando tinha menos de 2 anos.

Num primeiro momento a gente fica em choque, pois parece que vai ser impossível, porque nesse momento você só consegue pensar:  TUDO contém glúten.

Conforme o tempo vai passando e as coisas se estabilizam, você percebe que é possível, mas que os produtos custam mais caro.

No meu caso, sempre fui apaixonado por gastronomia, apesar de ser engenheiro. Isso tornou as coisas um pouco mais simples, mas não menos difíceis.

Eu passei a me dedicar a estudar como fazer meus próprios produtos sem glúten, mas era difícil pois apesar de saber fazer, eu não entendi as técnicas gastronômicas.

Surgiu nesse momento a gastronomia de forma mais presente na minha vida. Me matriculei num curso semi intensivo de gastronomia convencional.

Paralelo a isso, fiz vários cursos de preparos sem glúten. Tudo pra entender como eram as técnicas tradicionais e entender o que os chefs faziam pra transformar os preparos para glúten free.

Lidando com a contaminação cruzada… 

Junto a tudo isso, surgiu o próximo problema, a contaminação cruzada. Principalmente fora de casa, já que em casa abolimos o glúten, todos aderiram a dieta enquanto estão dentro de casa.

Então minha esposa procurou a Acelbra da nossa cidade. Lá encontrou diversas pessoas na mesma situação. Acompanhou as palestras para entender mais sobre o assunto.

As pessoas ligadas a Acelbra de Joinville foram sensacionais, deram todo o suporte que precisávamos, inclusive fazendo uma mini palestra para as cozinheiras da escola.

A escola é outro problema, pois além das comidas servidas lá (nossa filha frequenta em período integral), ainda tem a possibilidade dos amiguinhos oferecerem.

Mas felizmente sempre tivemos profissionais atenciosos e preocupados com o bem estar da criança, e sempre pudemos contar com eles.

Viajar é possível… 

Como gosto de viajar para vários lugares do mundo, surgia mais um problema, o que essa criança vai comer???

A primeira viagem depois de descobrirmos a doença celíaca foi pra Espanha, e admito, por medo e inexperiência, ela passou 12 dias a base de mamadeira, macarrão e bolacha.

Mas insistimos, depois disso já viajamos inclusive levando fogão elétrico portátil e panela na mala, tudo para que ela pudesse comer carnes, ovos, proteínas em geral.

Hoje já podemos viajar para qualquer lugar do mundo, que vamos conseguir nos virar, descobrimos o AirBnb, sempre ficamos em apartamentos com infra estrutura para preparar os alimentos, e nos viramos com compras, na própria cidade, de itens básicos para a alimentação dela.

Mas, e a criança, como reage??? 

Voltando a dieta, como qualquer criança celíaca, num primeiro momento a dieta se encheu de massas e carboidratos.

Crianças adoram batata, bolacha, macarrão. Ai então tivemos que ir moldando o paladar aos poucos.

Apesar de ainda não ser uma dieta perfeita, hoje ela come muita salada, frutas, carnes, ovos, e é aberta a experimentar os alimentos que oferecemos.

Mas aí você pode estar se perguntando: Como essa criança reage a doença celíaca?

Não é fácil, mas com jeitinho, e de uma forma lúdica, fomos (méritos da minha esposa) ensinando para ela que princesas não comem glúten, que ela tinha que ser como as princesas, senão a barriga iria doer, enfim, diversas teorias para que ela absorvesse a informação.

Podemos nos considerar bem sucedidos, pois se qualquer pessoa (e isso vale para nós, para os avós, qualquer pessoa mesmo) oferecer algo pra ela, vai ouvir: “Você já leu ai se tem glúten?”.

Os parentes são um caso a parte. Já escrevi sobre essa história de “Só um pedacinho não vai fazer mal…” em outro post do blog, que você pode conferir aqui.

Hoje ela sabe identificar o símbolo referente a alimentos sem glúten nas prateleiras e não tem problema nenhum para aceitar que não pode comer o que todos comem.

Ahh, obvio que não posso me esquecer do acompanhamento médico, que fazemos religiosamente, com consultas, exames, etc.


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 Conclusões e recomendações de um pai… 

Enfim, contei toda essa história porque queria ilustrar o que penso sobre a doença celíaca em crianças pequenas.

NADA vai dar certo, se os pais não entenderem a importância da dieta para o resto da vida.

Tudo deve ser revisto, não adianta ter uma alimentação especial para a criança e trazer glúten para dentro de casa.

Não adianta ter uma alimentação especial e regrada em casa, se a criança tem liberdade para comer fora de casa.

E isso não é papel dos avós, dos parentes, dos professores, eles não têm culpa. Nós como pais temos que explicar sobre a doença celíaca, exigir que se tenha respeito e fazê-los entender da importância.

Os pais têm a responsabilidade de procurar a escola e discutir sobre o assunto.

Os pais têm a responsabilidade de educar seus filhos e ensinarem o que é certo e o que é errado (não apenas na dieta celíaca).

Portanto, nada vai dar certo, se nós, os pais, não mudarmos nosso pensamento e aceitarmos a doença e lidarmos com ela de cabeça erguida e peito aberto.

Com certeza a qualidade de vida do celíaco da casa vai se tornar muito melhor.

E a satisfação de estar contribuindo pra isso não tem preço, vai por mim!!!



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